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Violência Obstétrica

Perspectiva de médicos professores de Obstetrícia

Bibliographic Data

ID5336274
AuthorsLuiz Antonio Teixeira (0000-0001-8871-0928, Instituto Nacional de Saúde), Andreza Pereira Rodrigues (0000-0002-1873-5828, Universidade Federal do Rio de Janeiro), Thais Carneiro Leão Lima (0000-0001-5817-4706, Estácio (Brazil)), Diogo Eiras Pontes (0000-0001-8955-7929, Secretaria Municipal de Saúde), Lucia Regina De Azevedo Nicida (0000-0002-6517-463X, Instituto Nacional de Saúde)
Year2021
Volume7
Issue3
Pages313-324
Publication date2021-12-21
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde em Redes (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2446-4813 • E-ISSN: 2446-4813
PublisherAssociacao Brasileira da Rede Unida (PUBLISHER)
DOI10.18310/2446-4813.2021v7n3p313-324
OpenAlexW4226456912
LanguagePT
References cited1

Objetivo: analisar a percepção de médicos professores de obstetrícia sobre violência obstétrica. Método: trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas, com dez obstetras que atuam como docentes de uma faculdade de Medicina na cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: a discussão captou diferentes nuances do tema proposto, tais como os múltiplos sentidos do termo violência obstétrica; os diferentes pontos de vista sobre a autonomia das mulheres; sobre o papel das políticas públicas em questão ao problema e as críticas ao que os médicos entendem como violência reversa. Observa-se que grande parte dos médicos professores desconhece a acepção específica do termo e o acha inadequado e ofensivo à categoria médica. Resumem a violência obstétrica a agressões físicas e pensam a autonomia das mulheres como uma instância que deve ser limitada pela autoridade médica. Embora conscientes do problema, apresentam uma postura defensiva frente a questão, vendo-a como uma forma de diferentes grupos se voltarem contra sua corporação. Conclusão: tendo em vista a importância da atuação do professor na formação dos médicos e o fato de que para além da formação técnica, o contato com os professores formata comportamentos, reflexões, práticas e até mesmo valores dos acadêmicos, conclui-se que é necessário a desmitificação da violência obstétrica, tendo como base o maior conhecimento docente sobre os aspectos mais controversos da humanização do parto e maior reconhecimento do das questões de poder e autonomia que subjazem a relação dos médicos com as parturientes

Humanities · Sociology · Maternal and Perinatal Health Interventions · Philosophy

  • Violence against women in health-care institutions

    Open Access•Ana Flávia Pires Lucas D’oliveira, Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira et al.•The Lancet•2002

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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