Sem fôlego
Panoptismo e biopolítica na narrativa de Kim Ki-Duk
Bibliographic Data
| ID | 5352622 |
|---|---|
| Authors | Isabela Andrade De Lima Morais (0000-0001-8836-1625, corresponding author), Isabela Morais |
| Year | 2020 |
| Volume | 1 |
| Issue | 2 |
| Pages | 112-123 |
| Publication date | 2020-05-03 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Áskesis - Revista des discentes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2238-3069 • E-ISSN: 2238-3069 |
| Publisher | FAI-UFSCar (PUBLISHER) |
| DOI | 10.46269/1212.460 |
| OpenAlex | W3125194542 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
O presente artigo pretende fazer uma análise do filme do diretor sul-coreano Kim Ki-Duk Sem Fôlego (Soom - 2007) a partir das noções de olho do poder, panoptismo e biopolítica tais como foram pensadas por Michel Foucault e ulteriormente desenvolvidas por Giorgio Agamben. Os filmes de Kim Ki-Duk, entre outras características, são conhecidos por seus enredos pouco convencionais: personagens complexos e misteriosos com atitudes inesperadas, poucos diálogos e muitas simbologias. Sem Fôlego conta a história de um condenado à pena de morte que tenta suicídio pelo medo extremo da execução e de uma mulher que ao se descobrir traída e solitária passa a visitá-lo. Pouco comentado pelos críticos é um personagem fundamental que tece a trama: o vigia da prisão, que através do poder de observação das câmeras nos permite refletir sobre a sociedade disciplinar. O filme permite refletir sobre as diferentes e atuais formas de olhares do poder, visto que o próprio diretor constrói a narrativa se apoiando nos diferentes olhares que a câmera pode proporcionar, desde a visibilidade midiática da televisão até as imagens colhidas pelas câmeras de segurança da prisão. Outro fato do filme que nos permite refletir sobre o conceito de biopolítica, forjado pro Michel Foucault e desenvolvido por Giorgo Agamben, é a não soberania que o condenado tem sobre sua vida, ou o direito de morte, uma vez que mesmo condenado a morrer, ele é salvo pelo Estado das suas tentativas de suicídio. Ou seja, o Estado detém o poder de sua vida e a autonomia sobre sua morte. Segundo Agamben, tal fato não se restringe apenas ao corpo do condenado à morte, mas a todos os corpos da sociedade moderna, cujo poder e soberania constituem-se justamente através da biopolítica que transforma a todos em homo sacer: insacrificáveis, porém matáveis. Ademais, pretendemos situar o filme na filmografia do diretor, estabelecendo contato com outras obras do mesmo, como Casa Vazia (2004) e Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (2003
Cultural, Media, and Literary Studies · Gender, Sexuality, and Education · Psychology and Mental Health
| Unique citing works | 1 |
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| Citations per year | 0.5 |
| Citation span | 2024 - 2024 (1) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |