Vozes Silenciadas
O não reconhecimento da comunidade quilombola da Ilha Redonda, em Macapá/AP, como sujeito coletivo de direitos
Bibliographic Data
| ID | 5653984 |
|---|---|
| Authors | Brenda Gouveia (Universidade Federal do Amapá, corresponding author), Juliana Monteiro Pedro (0000-0001-6370-7474, Universidade Federal do Amapá, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 24 |
| Issue | 56 |
| Publication date | 2025-10-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Prim Facie (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1678-2593 • E-ISSN: 1678-2593 |
| Publisher | Universidade Federal da Paraíba (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n56.76048 |
| OpenAlex | W4415022906 |
| Language | EN |
O presente estudo realiza uma análise crítica acerca da forma como a comunidade quilombola da Ilha Redonda, situada no município de Macapá/AP, foi tratada nos autos do processo judicial relacionado à edificação da penitenciária de segurança média na região do Bonito. Por meio do exame documental da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual e da audiência preliminar judicial, verifica-se que a comunidade quilombola não foi reconhecida como sujeito de direitos coletivos, figurando apenas como terceiro interessado, embora haja proximidade geográfica e impacto potencial direto decorrente da obra sobre seu território tradicionalmente reivindicado. A discussão fundamenta-se nos dispositivos normativos da Convenção n. 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura o direito à consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais, bem como em autores que abordam o racismo institucional, o pluralismo jurídico e os direitos territoriais das comunidades quilombolas no contexto brasileiro. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, com análise documental, normativa e jurisprudencial, articulada à perspectiva teórica da crítica do direito. Conclui-se que a invisibilização processual da comunidade constitui uma manifestação de racismo ambiental e institucional, comprometendo a efetivação dos princípios de justiça social e o reconhecimento das identidades coletivas no âmbito do sistema jurídico. Por fim, recomenda-se a implementação de diretrizes voltadas à ampliação dos mecanismos processuais de escuta e participação das comunidades quilombolas nas decisões judiciais e administrativas que afetem seus modos de vida e territórios. Palavras-chave: Comunidade quilombola; Consulta prévia, livre e informada; Convenção n. 169 da OIT; Racismo institucional; Justiça territorial
Civil rights · Discourse analysis · Human rights · Portuguese · Brazilian Legal Issues · Development, Ethics, and Society
| Highly cited | No |
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