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Entre os destroços do presente

Quatro entrevistas sobre o novo tempo brasileiro do mundo [2014-2015]

Bibliographic Data

ID5795321
AuthorsPaulo Eduardo Arantes (0000-0002-8701-8742, corresponding author)
Year2021
Publication date2021-09-22
Open AccessYes
TypeBOOK
VenueEntre os destroços do presente (SOURCE_BOOK)
PublisherEditora do Autor (PUBLISHER)
DOI10.34024/9786500311860
OpenAlexW3201110673
ISBN9786500311860
LanguagePT

Refletindo no olho do furacão daquela que é possivelmente a "mais grave crise da nossa história nacional", Paulo Arantes tateia os escombros de uma "tempestade perfeita" na tentativa de atinar com as coisas novas e ruins do novo tempo brasileiro. Mais do que jogar luz sobre os argumentos desenvolvidos em O novo tempo do mundo, que acabara de ser lançado, estas quatro entrevistas (e meia) realizadas entre 2014 e 2015 colocam em movimento as categorias e os motes do livro para fechar um diagnóstico de todo um ciclo desmoronando em tempo real. Na contramão do bom e velho progressismo do qual a esquerda tornou-se quase indistinguível, ele insiste que o que se desfazia naquele momento decisivo não era um horizonte em expansão mas, o que ocorria de fato, era a confirmação agravada de um brutal estreitamento de expectativas que vinha se aprofundando nas últimas décadas. É que a derrocada de nosso meio século de modernização desenvolvimentista e o ingresso na nova era mundial de expectativas decrescentes coincidiu, para nós, com a euforia do processo de saída da Ditadura. Vistas dessa perspectiva, as duas décadas de governos tucanos e petistas só poderiam ser lidas mesmo em bloco, como parte de uma mesma engenhoca de estancamento emergencial da desintegração social. Sem deixar de notar, entre outras coisas, o fato no mínimo curioso de que o neoliberalismo aqui é uma invenção de esquerda, Arantes não perde de vista o disparate maior de que, nesse regime presentista de horizontes rebaixados, política passa a ser sinônimo de mera gestão - no caso, da barbárie. Por isso, não é de se espantar que foi na antipolítica que eclodiu nas ruas de Junho de 2013 que reapareceu aquela dimensão essencial de encaminhamento de expectativas humanas. Aliás, lembra Paulo, é essa também a chave para compreender a novidade da direita insurgente que não por acaso começa a mostrar os dentes aqui. (Resenha de Artur Renzo) Palavras-chave: impeachment; Dilma Rousseff; Lula; petismo; Partido dos Trabalhadores (PT); PSDB; PSOL; Direitos Humanos; Junho de 2013; nova direita; presentismo; Novo Tempo do Mundo; expectativas decrescentes; punitivismo; gestão; Copa do Mundo; Wolfgang Streeck; Loïc Wacquant; crise; espera; tempo; política; Ditadura; Golpe; 1964; desenvolvimentismo; progressismo; polarização; guerras culturais

Social and Political Issues · Urban Development and Societal Issues

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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