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Reflexões sobre pigmentocracia e colorismo no Brasil

Bibliographic Data

ID5797166
AuthorsJuliana Góes (0000-0003-1728-353X, University of Massachusetts Amherst, corresponding author)
Year2022
Volume5
Issue4
Pages14741-01i
Publication date2022-10-03
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueREVES - Revista Relações Sociais (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2595-4490 • E-ISSN: 2595-4490
PublisherUniversidade Federal de Vicosa (PUBLISHER • BR)
DOI10.18540/revesvl5iss4pp14741-01i
OpenAlexW4301178703
LanguagePT
Citations received4
References cited4

Esse artigo analisa as relações raciais no Brasil a partir de dois conceitos: colorismo e pigmentocracia. Alice Walker cunhou o primeiro conceito para descrever um sistema racial-patriarcal, criado pela comunidade negra estadunidense, que valoriza peles claras em detrimento das peles escuras. Alejandro Lipschütz criou o segundo conceito para descrever as dinâmicas raciais de sociedades latino-americanas, que hierarquizam pessoas segundo características fenotípicas (especialmente a cor da pele). Através da justaposição desses conceitos e da literatura sobre raça e racismo no Brasil, argumenta-se que o termo pigmentocracia capta melhor a realidade brasileira do que o termo colorismo. Afinal, perde-se uma caraterística fundamental das dinâmicas raciais brasileiras ao analisar este país pelas lentes do colorismo: a forma como o mito da democracia racial se estrutura pela ideologia do embranquecimento e pela violência contra a subjetividade da população negra. Já o conceito pigmentocracia ilumina tanto a violência relacionada a valorização de características fenotípicas tidas como europeias quanto a violência relacionada ao mito da democracia racial e a ideologia do embranquecimento

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Unique citing works4
Citations per year2
Citation span2024 - 2026 (3)
Citation velocitycurrent
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 4

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