Que eu vou na terra dos negros
Circularidades atlânticas e a comunidade brasileira na África
Dados Bibliográficos
| ID | 5814190 |
|---|---|
| Autores | Angela Fileno Da Silva (0000-0002-7982-1770, Universidade de São Paulo, autor correspondente) |
| Ano | 2010 |
| Data de publicação | 2010-11-12 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | THESIS |
| Editora | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/d.8.2010.tde-19082011-105508 |
| OpenAlex | W1607512649 |
| Idioma | EN |
| Citações recebidas | 1 |
| Referências citadas | 7 |
n A primeira geração de brasileiros estabelecida no Golfo do Benim era composta por negreiros, cujas relações tecidas com chefias locais e a manutenção das redes comerciais no Brasil, principalmente na Bahia, haviam lhes rendido ganhos econômicos e de status. Esses indivíduos foram responsáveis constituir as condições necessárias à instalação de uma segunda geração de brasileiros, em muitos aspectos, distinta da anterior. Composta majoritariamente por africanos libertos e seus descendentes, esse grupo começou a descer no litoral ocidental africano a partir de 1835. Vindos principalmente de Salvador, tais ex-cativos transformaram significativamente a composição humana das sociedades costeiras onde se estabeleceram. Como uma comunidade a parte e, no entanto, em permanente diálogo com os contextos em que seus indivíduos estavam inscritos, esses brasileiros de segunda geração foram responsáveis por selecionar e ressignificar os sinais distintivos de seu grupo. O ciclo de homenagens dirigidas ao Senhor do Bonfim é apresentado nessa dissertação como uma das ocasiões em que esse pertencimento à comunidade brasileira é publicamente ativado. Tendo a festa dedicada ao Senhor do Bonfim, o folguedo da burrinha e as canções entoadas em dias de comemoração como eixo temático que permeia esse estudo, procurei relacionar a constituição da identidade brasileira na África como um processo elaborado a partir do contato proporcionado pelo Atlântico. Nesse sentido, procuro entender quais teriam sido os mecanismos de seleção e descarte aplicados a essas comemorações que atravessaram o oceano e, no interior da comunidade, ganharam novos emblemas e adquiriram diferentes significados, constituindo um dos sinais diacríticos de uma identidade brasileira que é, sobretudo, Atlântica.\n
Humanities · Physics · Political science · Caribbean and African Literature and Culture · Caribbean history, culture, and politics · Global Maritime and Colonial Histories · Philosophy
| Obras citantes distintas | 1 |
|---|---|
| Citações por ano | 0,17 |
| Intervalo de citações | 2020 - 2020 (1) |
| Velocidade de citação | historical |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 1 |