Carrego Não É Colonial
Uma Apologia Às Formas Afrodiaspóricas Ritualizadas De Alimentar Bocas Invisíveis
Bibliographic Data
| ID | 5815328 |
|---|---|
| Authors | Patrício Carneiro Araújo (0000-0001-5901-945X, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 29 |
| Issue | 2 |
| Pages | 37-56 |
| Publication date | 2025-01-16 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Identidade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-437X • E-ISSN: 2178-437X |
| Publisher | Escola Superior de Teologia (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.22351/id.v29i2.3418 |
| OpenAlex | W4406761720 |
| Language | PT |
Tomando como base a análise de material etnográfico recolhido durante uma pesquisa de Pós-Doutorado em Antropologia Social, na UFRN (2022), este artigo dialoga com o conceito de "Carrego colonial", proposto por Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino (2019), em sua obra Uma flecha no tempo. Tal conceito tem sido muito replicado no contexto de estudos decoloniais em diferentes áreas do conhecimento. Mesmo reconhecendo a potencialidade heurística do conceito, o modismo em torno dele inflaciona sua capacidade analítica, criando aproximações acríticas entre a palavra que se refere a um importante artefato sagrado da diáspora africana no Brasil e os resquícios de colonialidade com os quais o artefato não mantém relação. Há aqui uma questão que passa pelo plano da linguagem, mas que vai além dela. Para ampliar a discussão, a partir dos sentidos êmicos, socialmente compartilhados pelo povo de candomblé em torno da palavra e da coisa, retomamos a filosofia do conhecimento proposta por Simas e Rufino, questionando o conceito e propondo caminhos alternativos à operacionalização de uma linguagem compatível com uma desconstrução de formas de colonialidade, ainda presentes no plano da linguagem
Food, Nutrition, and Cultural Practices · Migration, Racism, and Human Rights · Urban Development and Societal Issues
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |