A Nacionalização Do Migrante No Processo De Colonização Do Oeste Catarinense
Bibliographic Data
| ID | 5818309 |
|---|---|
| Authors | Kelvin Francisco Bonsere (corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 4 |
| Issue | 1 |
| Pages | 1705-1718 |
| Publication date | 2024-01-18 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Contemporânea (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2447-0961 • E-ISSN: 2764-7757 |
| Publisher | South Florida Publishing LLC (PUBLISHER) |
| DOI | 10.56083/rcv4n1-093 |
| OpenAlex | W4390986693 |
| Language | PT |
Este trabalho tem por base elucidar as ressonâncias e as interações diretas e indiretas que o projeto deflagrado no Estado Novo, Marcha para Oeste, que visava proporcionar o progresso às regiões do país consideradas sertões, tiveram no processo migratório para o oeste de Santa Catarina; incorporando para tal, um novo espírito bandeirante, do qual seus ideólogos, como Cassiano Ricardo, buscaram atrelar ao projeto nacionalista a conquistas das áreas até então "bravias" do interior brasileiro. Neste contexto, trabalhar com o conceito de sertão é central para a análise do período. É relevante denotar como ao longo da história do Brasil o termo sertão foi ligado a concepções pejorativas, apartado da civilização litorânea, um lugar perigoso, aonde habitavam pessoas não civilizadas. Assim, ao buscar entender como o projeto de "Marcha" do período varguista estava condicionado pelo sentido de sertão ainda selvagem e incivilizado, é que se pode compreender o sentido do impulso às ondas migratórias para o Oeste. Neste contexto, a noção de progresso e civilização se faz intrínseca a discussão para sublinhar os contornos do projeto político que se pretende abordar. Tal contorno se constituí pela lógica, proveniente das noções progressistas inauguradas pelas revoluções ocidentais do século XVIII, de uma elevação técnico científica, social e humanista, pautada pelos pressupostos de civilização, em que o papel do Estado nacional é de promotor. Desta forma, para desenvolver a pesquisa, as fontes jornalísticas do período, como o periódico A Voz de Chapecó, as fontes orais, do Programa de Preservação do Patrimônio da Foz do Chapecó, e a iconografia, são elementos essenciais para se analisar as interações das elites locais com o projeto nacional e sua influência no fluxo migratório referente ao período. Assim, o projeto de Marcha para Oeste se mostrou como fruto de um modelo nacionalizador e autoritário e que buscou controlar, através dos poderes locais, a forma de colonização e exploração da área oeste do estado de Santa Cantarina, importante ponto de fronteira
Migration, Racism, and Human Rights · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues
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