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O Corpo Negro Como Lócus Da Negação Da Identidade

Bibliographic Data

ID5826470
AuthorsElizandra Fernandes Alves (0000-0002-7691-2976), Geniane Diamante Ferreira Ferreira (0000-0003-4955-3338)
Year2019
Volume20
Issue1
Pages175-175
Publication date2019-01-25
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Graphos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1516-1536 • E-ISSN: 2763-9355
PublisherPortal de Periodicos UFPB (PUBLISHER)
DOI10.22478/ufpb.1516-1536.2018v20n2.44131
OpenAlexW2912042004
LanguagePT
Citations received1
References cited1

O corpo negro sempre foi, desde o momento de encontro do conquistador e dos povos não-brancos, e ainda é a base para as inserções do racismo e discriminação na sociedade. Em se tratando do corpo negro feminino, salienta-se que ele produz o discurso da sensualização, do desejo e da libido e observamos que a aceitação dele como algo indiferente ao caráter das mulheres ainda é um impasse para que as relações humanas sejam igualitárias. Desse modo, a sociedade, encabeçada pela mídia e indústrias de cosméticos e de moda, transmite aos indivíduos uma dura regra que exclui, diversas vezes, as características dos corpos negros como um padrão de beleza: os cabelos encaracolados são rotulados como 'ruins' ou 'rebeldes', estando sempre sujeitos aos alisamentos e clareamentos; os traços negros devem ser suavizados pela maquiagem que suaviza os narizes alargados e lábios muito volumosos; a pele negra é branqueada pela maquiagem que insiste em esconder o escuro e valorizar o tom claro, a moda destinada ao público negro, muitas vezes, é imbuída da ideologia do exótico, do falso multicultural. Tudo isso faz com que o negro tenha dificuldades em aceitar sua negritude, a ponto de buscar incessantemente o branqueamento para que possa pertencer à sociedade que prega, ainda hoje, a eugenia. Assim sendo, este trabalho tem por objetivo analisar dois poemas em língua inglesa que discutem a questão da imposição do branqueamento e o apagamento das características dos corpos negros como meio de aceitação na sociedade, a saber: "Kinky Hair Blues", de Una Marson e "if your complexion is a mess", de Harryette Mullen. A metodologia se baseia na discussão e aplicação das teorias sobre racismo, discriminação e identidade desenvolvidas por Hooks, Davies, Hall, entre outros. Os resultados revelam que o corpo se figura como lócus da construção da identidade do negro, porém, ele deve negar sua cor e sua identidade para que tenha condições de pertencer à sociedade em que está inserido

Cultural, Media, and Literary Studies · Gender, Sexuality, and Education · Race, Identity, and Education in Brazil

  • (Anti)racismo nas redes

    Open Access•Geane Valesca Da Cunha Klein, Washington Da Silva Batista•Liinc em Revista•2023

  • Feminist Theory

    Nassira Hedjerassi, Bell Hooks et al.•Feminist Theory•2014

Citations per year0.33
Citation span2023 - 2023 (1)
Highly citedNo

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