Utopismo e antiutopismo, em Bloch e Jonas
Bibliographic Data
| ID | 5833016 |
|---|---|
| Authors | Antonio Valverde (0000-0002-1713-7914, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 32 |
| Issue | 57 |
| Publication date | 2020-12-03 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Filosofia Aurora (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-4443 • E-ISSN: 1980-5934 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.7213/1980-5934.32.057.ds05 |
| OpenAlex | W3110817570 |
| Language | PT |
Aos quarenta anos de O Princípio Responsabilidade, de Hans Jonas, o ensaio1 procede à sondagem exploratória e à análise da tensão ético-política acerca das concepções de utopia e de antiutopia, dispostas e posicionadas pelas filosofias blochiana e jonasiana. Se para Bloch o que tem movido - e, por certo, seguirá movendo - a humanidade recebe sua identidade da docta spes (a esperança compreendida), sob a forma utopia concreta, fundada na ontologia do "ainda-não consciente"; para Jonas, ao contrário, é necessário suplantar a mentalidade utópica, sobremaneira a tecnológica, derivada e executora do projeto baconiano, de modo a facilitar a consolidação da ética da responsabilidade destinada à civilização tecnológica. Se uma posição ético-política finda por interrogar a outra, intenciona-se a explicitação crítica de ambas argumentações, que poderá fornecer alguns elementos de compreensão do problema. A hipótese subjacente aponta para a parte mais vulnerável de O Princípio Responsabilidade, os capítulos V e VI, em que ocorrem a crítica jonasiana à utopia de pressupostos derivados da filosofia marxista, sintetizados e atualizados em O Princípio Esperança, de Ernst Bloch
| Highly cited | No |
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