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A estratégia fundiária dos movimentos populares na produção autogestionária da moradia

Bibliographic Data

ID5836134
AuthorsEvaniza Rodrigues (corresponding author), Evaniza Lopes Rodrigues
Year2013
Publication date2013-04-29
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeTHESIS
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/d.16.2013.tde-10062013-181616
OpenAlexW1535142503
LanguagePT
Citations received7
References cited1

n Os movimentos populares de luta por moradia, que defendem a proposta autogestionária, atuam no Brasil desde a década de 80, e são protagonistas da recente construção legal e institucional da política urbana e habitacional brasileira. Os programas Crédito Solidário e Minha Casa Minha Vida Entidades, frutos de uma trajetória de mobilização e pressão desses movimentos, reconhecem a atuação de entidades sociais, cooperativas e movimentos populares como agentes promotores de empreendimentos habitacionais, com recursos públicos federais. O acesso à terra urbanizada e bem localizada para a habitação popular tem estado na pauta dos movimentos de reforma urbana que para isso têm desenvolvido ações diretas, como ocupações e mobilizações públicas, iniciativas legislativas e ações institucionais, como a participação em conselhos de políticas públicas. Entretanto o conjunto de instrumentos colocados à disposição da sociedade para regular o uso do território ainda não foram efetivamente implantados. Assim, a ausência de política fundiária, em nível local e nacional aliada à abundância de recursos públicos e privados disponíveis para o setor da construção civil e a financeirização da produção da moradia e da cidade fazem com que a busca por áreas disponíveis para a produção habitacional de interesse social seja cada vez mais difícil. Tal tarefa se torna ainda mais árdua para os movimentos sociais. O Programa Minha Casa Minha Vida consagra um modelo de produção habitacional calcada em um modelo único de acesso, através da aquisição, ainda que com subsídios expressivos, da propriedade individual da casa, que se torna, imediatamente, produto de mercado, com um aparato normativo adequado a esse objetivo. Configura-se assim um conflito entre a proposta de política habitacional autogestionária formulada no âmbito dos movimentos e as condições estabelecidas pelas políticas de habitação e solo urbano. O enfrentamento deste conflito se constitui hoje em campo fundamental de atuação dos movimentos.\n

Political science · Social and Economic Solidarity · Urban and sociocultural dynamics

  • Por que o Programa Minha Casa Minha Vida só poderia acontecer em um governo petista

    Open Access•Danielle Klintowitz•Cadernos Metrópole•2016

  • Efeitos combinados dos movimentos de moradia sobre os programas habitacionais autogestionários

    Open Access•Luciana Tatagiba, Luciana Ferreira Tatagiba et al.•Revista de Sociologia e Política•2016

  • Subsídio e déficit habitacional no programa MCMV

    Open Access•José Eduardo Baravelli•Revista de Ciências Humanas•2015

  • Housing policies and the roles of local governments in Latin America

    Open Access•João Sette Whitaker Ferreira, Eduardo Rojas et al.•Environment and Urbanization•2020

  • On urban studies in Brazil

    Open Access•Mariana Fix, Pedro Fiori Arantes•Urban Studies•2022

  • Paradigm or paradox? The ‘cumbersome impasse’ of the participatory turn in Brazilian urban planning

    Open Access•Abigail Friendly, Kristine Stiphany•Urban Studies•2019

  • Brazilian housing movements and the right to the city

    Open Access•Camila D’ottaviano•Environment and Planning C…•2025

  • Novas teorias dos movimentos sociais

    Maria Da Gloria Marcondes Gohn•Novas teorias dos movimentos…•2008

Unique citing works7
Citations per year0.64
Citation span2015 - 2025 (11)
Citation velocityrecent
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 6

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