Por Uma Antropologia Da Resistência
Bibliographic Data
| ID | 5841658 |
|---|---|
| Authors | Juliana Marques De Sousa (0000-0001-7651-1876, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 7 |
| Issue | 2 |
| Pages | 33-50 |
| Publication date | 2021-03-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Gavagai - Revista Interdisciplinar de Humanidades (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2358-0666 • E-ISSN: 2358-0666 |
| Publisher | Universidade Federal da Fronteira Sul (PUBLISHER) |
| DOI | 10.36661/2358-0666.2020v7n2.12169 |
| OpenAlex | W3146203024 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Antes de qualificar a antropologia como resistência é necessário pensar: o que é a antropologia? A antropologia não é. Ser isso, além de uma vantagem poética, é uma condição permanente de autoconstrução metodológica, paradigmática e política. Neste ensaio, proponho revisitar o que Sherry Ortner (2016) chama de antropologia da resistência e mobilizar discussões sobre o fazer antropológico o situando nas margens sociais, apresento algumas reflexões da minha pesquisa de doutoramento que tem por objetivo pensar o que Thompson (1998) chama de fazer-se da classe trabalhadora. E a partir desse conjunto analítico apresento a trajetória de José, "um homem simples", um trabalhador sertanejo que existe no contraditório, que produz vida contrariante ao determinismo econômico que o tipifica: precarizado, exerce a clandestinidade de ser além das desqualificações sociais violentas e desumanizadoras que se impõe socialmente e, a teoria que o estanca e o torna indizível. A construção de uma antropologia da resistência está no volume crítico de sua teorização e em sua capacidade de romper com respostas totalizantes que submetem o sujeito a consequências inequívocas, retroalimentando uma posição estagnada na sociedade que a tornam fatalmente murcha e sem vida. Convido a pensar sobre uma antropologia da resistência que reconhece a extensão das estruturas e racionalidades espremedoras da humanidade, mas que enxerga a resistência não apenas em suas quebras, mas na maciez produzida pelos sujeitos para evitar ou diminuir o quebramento
Social and Economic Solidarity · Urban and sociocultural dynamics · Youth, Politics, and Society
| Highly cited | No |
|---|