A marginalização da figura feminina negra empoderada como bruxa em Eu, Tituba
Bruxa negra de Salem, (1986), de Maryse Condé
Bibliographic Data
| ID | 5846104 |
|---|---|
| Authors | Elis Regina Fernandes Alves (0000-0002-2795-8062, Universidade Federal do Amazonas), Henrique Moreira Pacheco (Universidade Federal do Amazonas) |
| Year | 2023 |
| Volume | 11 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2023-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Muiraquitã - Revista de Letras e Humanidades (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-1856 • E-ISSN: 2525-5924 |
| Publisher | Even3 (PUBLISHER) |
| DOI | 10.29327/210932.11.1-10 |
| OpenAlex | W4395102709 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Analisa-se o romance Eu, Tituba: bruxa negra de Salem, (1986), de Maryse Condé, com o objetivo de analisar a voz de Tituba sobre os acontecimentos de Salem, de forma a simbolizar a voz de "bruxas" e mulheres negras silenciadas pelas histórias oficializadas. Como teoria, utiliza-se o feminismo negro, que discute sobre as mulheres marginalizadas por questões raciais e de classe, com base em Davis (2016; 2018) e hooks (2018; 2019), bem como a discussão sobre a criação do estereótipo de bruxa imputado a mulheres empoderadas, com base em autores como Federici (2017) e Russel e Alexander (2019). A pesquisa revela que a ficção de Condé revisita a história e evidencia a exclusão das mulheres negras da historiografia oficial, como a história de Salem sugere. Ao figurar Tituba como protagonista dos julgamentos das bruxas de Salem, coloca-a em uma posição sempre negada pelo patriarcado e pelos movimentos de supremacia branca
| Highly cited | No |
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