Poética de Exu
O mais alegre dos trágicos
Bibliographic Data
| ID | 5853531 |
|---|---|
| Authors | Paulo Petronilio Correia (0000-0002-2734-3359, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 8 |
| Issue | 2 |
| Pages | 247-296 |
| Publication date | 2023-06-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Arte da Cena (Art on Stage (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2358-6060 • E-ISSN: 2358-6060 |
| Publisher | Universidade Federal de Goias (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5216/ac.v8i2.74139 |
| OpenAlex | W4385697164 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
Neste artigo faço uma reflexão filosófica sobre Exu, um dos mais complexos deuses da mitologia nagô para deslocar essa ideia demonizadora forjada pela branquidade e descolonizar a ideia que conhecemos de que a mitologia única e verdadeira surgiu na Grécia. Foi todo um processo de apagamento das narrativas e saberes populares que foram subalternizados pela cultura hegemônica, de supremacia branca e euro centrada a ponto de inferiorizar, bestializar e apagar a memória do povo preto, fruto de toda uma negação do pensamento afro-brasileiro como não legítimo, apontando, com isso, uma certa inferiorização epidérmica, ontológica e epistemológica. Para esse movimento, tenho em mãos uma interpretação de Exu como o nascimento da tragédia afro-brasileira propriamente dita, para deslocar a tragédia desse lugar grego que o ocidente privilegiou como o norte, ou lugar legítimo de produção de conhecimento para refletirmos acerca do teatro como encruzilhada da criação, emergindo aí uma poética trágica que se afirma sob o signo não da dor, do negativo, mas da alegria como acontecimento, como força revolucionária e afirmação da vida. Exu, signo trágico por excelência, será desenhado aqui como um giro decolonial que tensiona, por sua vez, o mito branco, grego, hegemonicamente aceito pelo Ocidente
Humanities · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
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