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"Autocrítica Da Branquitude" No Instagram

Limites E Possibilidades De Um Movimento

Bibliographic Data

ID5856683
AuthorsGeísa Mattos (0000-0002-2707-8700, Universidade Federal do Ceará), Euvaldo Barros (0000-0002-3165-1557, Universidade Federal do Ceará)
Year2024
Volume2
Issue33
Pages27-48
Publication date2024-12-07
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCAOS – Revista Eletrônica de Ciências Sociais (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1517-6916 • E-ISSN: 1517-6916
PublisherCAOS Revista Eletronica de Ciencias Sociais (PUBLISHER)
DOI10.46906/caos.n33.70661.p27-48
OpenAlexW4405131612
LanguageCA
References cited7

A grande mobilização motivada pelos assassinatos brutais de negros nos Estados Unidos e no Brasil no ano de 2020, em plena pandemia de Covid-19, virou uma chave importante de compreensão das lutas antirracistas. Nos discursos de ativistas negros e negras, não só os perpetradores diretos da violência racista estavam no alvo da luta por justiça racial, mas toda a branquitude de modo geral passou a ser acusada de demonstrar solidariedade apenas nas aparências, mas sem engajamento efetivo e comprometido. Sob efeito dessas pressões, jovens pessoas brancas criaram, naquele ano, perfis públicos antirracistas no Instagram para divulgar conteúdo autocrítico sobre sua própria branquitude. Em 2021, analisamos o conteúdo das publicações de sete destes perfis, realizamos entrevistas com seus criadores e participamos de rodas de conversa sobre o tema, organizadas por eles e elas de modo remoto. Em março de 2024, voltamos aos perfis no Instagram para analisar se a sua atuação havia tido continuidade ou se teria sido somente efeito momentâneo das pressões sofridas mais fortemente entre 2020 e 2022. Concluímos que houve uma diminuição sensível de atividade ou interrupção total, enquanto perfis de negros e negras se mantiveram ativos e ampliaram seguidores. Se, por um lado, isso evidencia que são de fato as pessoas negras que realmente mantêm constância e compromisso com as lutas antirracistas, por outro, procuramos trazer neste artigo alguns dos aprendizados que o engajamento em rede da branquitude (auto)crítica produziu para as pessoas brancas envolvidas no letramento racial em rede

Humanities · Sociology · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Physical Education and Sports Studies · Race, Identity, and Education in Brazil

  • White Women, Race Matters

    Ruth Frankenburg, Ruth Frankenberg•White Women, Race Matters•1993

  • ‘Tornar-se negra, tornar-se branca’ e os riscos do ‘antirracismo de fachada’ no Brasil contemporâneo

    Geísa Mattos, Izabel Accioly•Latin American and Caribbean…•2021

  • Memórias da Plantação

    Open Access•Arnóbio Rodrigues de Sousa Júnior•Terra Livre•2020

  • Movimento negro brasileiro

    Open Access•Petrônio Domingues•Tempo•2007

  • Como trabalhar com "raça" em sociologia

    Open Access•Antonio Sergio Alfredo Guimaraes, Ana S Guimarães•Educação e Pesquisa•2003

  • A white side of black Britain

    France Winddance Twine•Ethnic and Racial Studies•2004

  • The Gap Between Whites and Whiteness

    France Winddance Twine, A C Steinbugler•Du Bois Review Social Science…•2006

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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