O triste fim do Welfare State
A parábola de Kubrick
Bibliographic Data
| ID | 5859698 |
|---|---|
| Authors | Luiz Renato Martins (0000-0002-6352-0463), Lucas Alem Martins (0000-0002-9591-5339, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 26 |
| Issue | 48 |
| Pages | 9-17 |
| Publication date | 2019-05-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Crítica Marxista (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2966-0165 • E-ISSN: 0104-9321 |
| Publisher | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - UNICAMP (PUBLISHER) |
| DOI | 10.53000/cma.v26i48.19024 |
| OpenAlex | W4403539061 |
| Language | EN |
| References cited | 2 |
Tem-se o fascismo clássico por regime maximamente repressivo. Assim, como supor que o fascismo poderia se atualizar mediante o hedonismo e a desregulamentação? Mas tal é a tese precursora de Kubrick em Laranja mecânica (1971), um dos primeiros filmes a notar a reversão de termos e expectativas despertados pelo movimento de maio de 1968. Para determinar o novo fascismo, é necessário estabelecer as correspondências entre a estética da violência, inerente ao fascismo clássico e que reaparece no filme de Kubrick sob a espontaneidade das gangues de rua, cujas ações fazem de cada noite uma nova Kristallsnacht (1938), e a realização do imaginário, sob sinais combinados de imediatismo e mascaramento, temas narcísicos e estritamente atuais. Assim, Laranja mecânica funciona, para Kubrick, como um laboratório. O que sintetiza em tal "ficção-científica-política"? Os efeitos da derrota da revolução política de 1968, o butim obtido pelo capital: o desmantelamento do Welfare State; a transformação do Estado em organização criminal e em simbiose com a mídia, a serviço do absolutismo do mercado
Political science · Sociology · State (computer science) · Welfare · Welfare state · Computer Science · Law · Social and Political Issues
| Highly cited | No |
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