Pampulha e Brasília, ou as longas raízes do formalismo no Brasil
Bibliographic Data
| ID | 5859936 |
|---|---|
| Authors | Luiz Renato Martins (0000-0002-6352-0463, corresponding author) |
| Year | 2011 |
| Volume | 18 |
| Issue | 33 |
| Pages | 105-114 |
| Publication date | 2011-10-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Crítica Marxista (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2966-0165 • E-ISSN: 0104-9321 |
| Publisher | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - UNICAMP (PUBLISHER) |
| DOI | 10.53000/cma.v18i33.19317 |
| OpenAlex | W4403537383 |
| Language | PT |
De onde vem a "forma livre" surgida na Pampulha e marca registrada do "talento" brasileiro para a arquitetura moderna? Raízes do Brasil, publicado alguns anos antes, antecipava uma resposta para a origem de tal talento, que aflora, mas subjaz tal a face oculta dos donos da terra, também sob as formas monumentais de Brasília. Por que retornar ao mito de origem da dita "Cidade Nova"? O da cidade planejada para uma modernização sem conflitos, de que o mitificado governo JK (1956-1961) surge como paradigma? De que valeria evocar o mito de Brasília, ex-voto da cordialidade, quando a "Cidade Nova" aparece engolida por realidade oposta, a de um país de mega-aglomerações urbanas - vísceras do inferno a céu aberto, diante das quais o ato de planejamento da Nova Capital, de JK, parece momento efêmero e de exceção? Importa retornar hoje à origem de Brasília, se for para, ao se atravessar o mito da conciliação, aí se distinguir não a exceção, mas a presença de uma estrutura de raízes coloniais cujo poder ordenador permanece
Art · Humanities · Political science · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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