"Eu pertenço a um grupo de seres malditos" das revoluções documentais e da revelação de Santiago
Bibliographic Data
| ID | 5917885 |
|---|---|
| Authors | Olívia Scarpari (0000-0002-4984-6854, Universidade Federal do Paraná, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 16 |
| Issue | 41 |
| Pages | 92-106 |
| Publication date | 2022-12-15 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Raído (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1982-629X • E-ISSN: 1984-4018 |
| Publisher | Universidade Federal de Grande Dourados (PUBLISHER) |
| DOI | 10.30612/raido.v16i41.15951 |
| OpenAlex | W4322097486 |
| Language | PT |
O artigo a seguir pretende evocar o método do documentário participativo proposto pelo antropólogo Jean Rouch e investigar a influência da escola participativa em Santiago (2006), obra de João Moreira Salles. Também busca compreender de que forma a adoção da metodologia participativa foi essencial para que o diretor conseguisse montar seu filme depois de tantos anos de bloqueio criativo. Ainda que tenha dedicado várias diárias em 1992 gravando com Santiago, o antigo empregado da mansão dos Moreira Salles e protagonista do filme, é apenas em 2004 que o diretor chega à conclusão de que ele precisaria se colocar também como personagem, contar de que maneira sua história como um homem abastado se relaciona com a do mordomo. Salles, então, decide se expor em primeira pessoa no documentário, admitindo seus erros e acertos durante as gravações. Mesmo que a produção do documentário tenha feito de Santiago um personagem incontornável na cinematografia brasileira, o que se pretende perscrutar nesse artigo são os ganhos do filme em revelar o jogo de cena e, ao fazer isso, colocar em debate as implicações éticas e políticas do cineasta com sua câmera, as relações hierárquicas estabelecidas entre documentarista e documentado
Art · Humanities · Brazilian cultural history and politics · Cultural, Media, and Literary Studies · History, Culture, and Society
| Highly cited | No |
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