Refletindo sobre golpes duros e brandos
Uma comparação de Aquarius de Kleber Mendonça Filho e Terra em Transe de Glauber Rocha
Bibliographic Data
| ID | 5918433 |
|---|---|
| Authors | Carolin Overhoff Ferreira (0000-0002-2299-024X, Instituto de Historia, corresponding author) |
| Year | 2018 |
| Volume | 6 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2018-05-13 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2316-9230 • E-ISSN: 2316-9230 |
| Publisher | REBECA - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22475/rebeca.v6n1.412 |
| OpenAlex | W2803883962 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
Este artigo oferece um estudo do filme Aquarius(AQUARIUS, 2016), de Kleber Mendonça Filho, em comparação com Terra em Transe(TERRA, 1967), de Glauber Rocha. O interesse em analisar os dois filmes de forma comparativa decorre da recepção polêmica que Aquariusrecebeu quando seu diretor e elenco utilizaram o lançamento internacional, no Festival de Cannes em 2016, para protestar publicamente contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, interpretado como golpe brando. Terra em Transe (TERRA, 1967), por outro lado, é um filme canônico do cinema brasileiro, considerado uma alegoria de outro golpe, o duro golpe militar de 1964. Devido aos contextos políticos de ambos os filmes, perguntarei se eles podem ser entendidos como diagnósticos do Brasil e, se este for o caso, como estes diagnósticos são desenvolvidos e se podem ser interpretados como potencial emancipatório. Minhas análises, e a comparação, serão guiadas pela definição antropológica de filme de ficção do filósofo alemão Martin Seel. Ele entende a mídia como aquela forma de arte que mais fortemente é capaz de mover-nos emocionalmente para eventualmente mover-nos intelectualmente. Ao aliar a definição da política do filósofo francês Jacques Rancière, argumentarei que isso pode desdobrar-se também, mas não necessariamente, em fazer-nos agir. Discutirei, portanto, o potencial de Aquarius (AQUARIUS, 2016)e de Terra em Transe(TERRA, 1967) em mover-nos e fazer-nos mover, no sentido de nos fazer compreender a estrutura sociopolítica do Brasil para atuar, eventualmente, nela
Art · Humanities · Physics · Brazilian cultural history and politics · Philosophy · Youth, Politics, and Society
| Highly cited | No |
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