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"Você pode ser o que você quiser!" Será? Contribuições da Psicanálise

Bibliographic Data

ID5926235
AuthorsBianca De Araújo Liboreiro (0000-0002-7370-950X, Federal University of São João del-Rei), Maria Gláucia Pires Calzavara (0000-0002-4774-1397, Federal University of São João del-Rei)
Year2021
Volume21
Issue2
Publication date2021-09-15
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Subjetividades (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1679-1024 • E-ISSN: 2359-0777
PublisherFundacao Edson Queiroz (PUBLISHER)
DOI10.5020/23590777.rs.v21i2.e11129
OpenAlexW3199848013
LanguagePT
References cited7

Parte-se, neste artigo, de um caso clínico, atendido no Serviço de Psicologia de uma universidade, cuja demanda, trazida pela mãe, era dar continuidade ao tratamento da filha, que fora iniciado aos seis anos de idade. Em seu relato, o que vinha sendo realizado se tratava da possibilidade de uma redesignação do sexo da criança. Esta, no momento em que iniciamos o trabalho, estava com oito anos. Anatomicamente, é uma menina e apresenta estereótipos de um menino. Nesse caso, desperta nossa atenção a frase proferida pela mãe à criança aos três anos, quando esta lhe questionou se era um menino ou menina: "Eu disse para minha filha que ela pode ser o que ela quiser". Diante dessa afirmação à filha em idade tão tenra, indagou-se sobre a incidência da palavra da mãe na significação da identidade dessa criança. Do mesmo modo, o tratamento já iniciado por uma psicóloga, aos seis anos da paciente, que trazia a orientação para a possibilidade de uma redesignação do sexo, nos fez interrogar, amparadas pela psicanálise, as questões relativas ao sexo e ao gênero nos sujeitos e a direção do tratamento em crianças. Ademais, as questões com o corpo apresentadas pela paciente exigiram a compreensão de como fazer frente a demandas tão precoces de redesignação do sexo. No percurso analítico até o momento, buscou-se, por meio da palavra, fazer emergir a possibilidade de um saber sobre o próprio sexo dessa criança. Além disso, confrontou-se a contradição presente na incidência da palavra do Outro em seus elementos orientadores e devastadores na vida do sujeito e fez-se cara a constante reflexão crítica da prática psicológica. Apostar na psicanálise e na escuta do sujeito visou a permitir que algo de mais singular de seu desejo pudesse se apresentar e se fazer ouvir

Humanities · Gender, Sexuality, and Education · Linguistics and Education Research · Philosophy · Psychology and Mental Health

  • Resumo do livro

    Open Access•Marcel De Almeida Freitas•Revista Angolana de Ciencias•2021

  • Um corpo estranho

    Open Access•José Eduardo Szwak•Educar em Revista•2007

  • A presença da psicanálise nos dispositivos institucionais de tratamento da psicose

    Open Access•Maria Cristina Kupfer•Estilos da Clinica•1996

  • A função materna e seu lugar na constituição subjetiva da criança

    Open Access•Maria Gláucia Pires Calzavara, Monique Aparecida Vale Ferreira•Estilos da Clinica•2019

  • A psicanálise e o dispositivo diferença sexual

    Open Access•Márcia Arán•Revista Estudos Feministas•2009

Highly citedNo

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