Objetos (In)visíveis
Psicanálise, Espetáculo e a Arte de Vik Muniz
Bibliographic Data
| ID | 5926461 |
|---|---|
| Authors | Marília Zancan Frantz (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Edson Luiz André De Sousa (0000-0002-1634-230X, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) |
| Year | 2018 |
| Volume | 18 |
| Issue | 2 |
| Pages | 26 |
| Publication date | 2018-12-30 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Subjetividades (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1679-1024 • E-ISSN: 2359-0777 |
| Publisher | Fundacao Edson Queiroz (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5020/23590777.rs.v18i2.6885 |
| OpenAlex | W2908059107 |
| Language | LT |
| References cited | 1 |
As questões propostas neste ensaio nascem de três encontros: o primeiro, com a teoria lacaniana a respeito da constituição do sujeito a partir do campo do Outro; o segundo, com a obra de Guy Debord sobre A Sociedade do Espetáculo; o terceiro, com o trabalho do artista brasileiro Vik Muniz. O que une esses três encontros é o desejo de pensar nas relações do sujeito com o social e nas questões que suscitam a respeito do laço social em nossa sociedade capitalista, na qual visibilidade e cidadania se confundem com a capacidade de consumo. Se o sujeito depende do olhar do outro para se estruturar, e é o poder aquisitivo que, nesse contexto, lhe dá lugar no espaço público, já não basta consumir, é preciso mostrar aquilo que se consome, transformando a si mesmo em objeto consumível. Este ensaio propõe que o espetáculo, conforme o definiu Debord, é o modo como o laço social se apresenta a partir da estrutura que Lacan definiu como discurso capitalista, e que produz efeitos de reificação e de apagamento da singularidade do sujeito através da antecipação de respostas para as questões que o desejo coloca. No entanto, nem todas as imagens que vemos são iguais, nem todas estão submetidas à lógica espetacular. A arte propõe imagens a partir de outro lugar, compartilhado com a psicanálise: aquele que busca desestabilizar o eixo dos discursos prontos e das produções de sentido. E é esta também a proposta de trabalho de Vik Muniz ao criar ilusões que não iludem, mas revelam os elementos que as constituem. Assim, diante dos imperativos do espetáculo, da arte e da psicanálise, ao sustentarem a potência do nome que falta, possibilitam que o sujeito de desejo encontre brechas por onde resistir
Art · Humanities · Sociology · Cultural, Media, and Literary Studies · Philosophy · Psychology and Mental Health · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |