Representações de opressão de gênero em O Ano do Dilúvio, de Margaret Atwood
Bibliographic Data
| ID | 5928797 |
|---|---|
| Authors | Pedro Fortunato De Oliveira Neto (0000-0002-9412-0008, Universidade Federal de Alagoas), Ildney Cavalcanti (0000-0001-8932-6207, Universidade Federal de Alagoas) |
| Year | 2020 |
| Volume | 22 |
| Issue | 39 |
| Publication date | 2020-12-28 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-9992 • E-ISSN: 2179-5282 |
| Publisher | Universidade Tecnologica Federal do Parana (UTFPR) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.3895/rl.v22n39.11363 |
| OpenAlex | W3116859049 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
Neste artigo, analisamos o romance distópico O Ano do Dilúvio [The Year of the Flood] (2009), da premiada autora canadense Margaret Atwood, utilizando como base teórica principal as reflexões e teorizações dentro do campo dos estudos críticos da distopia, conforme propostos por Lyman Tower Sargent (1994), Maria Varsam (2003), Tom Moylan (2016) e Gregory Claeys (2017); e do subgênero da distopia crítica feminista, segundo o ponto de vista crítico de Ildney Cavalcanti (2000, 2003, 2005). Através de uma análise que destaca passagens ligadas ao tema do abuso sexual e exploração do corpo feminino dentro da trajetória das duas personagens que protagonizam a obra, demonstramos como esse romance da ficção distópica representa e metaforiza uma íntima relação entre o controle da sociedade pelas grandes corporações - seguindo uma lógica de extrapolação de certos aspectos negativos do sistema capitalista -, com o abuso e domínio do corpo feminino, traço que se constitui como um elemento reconhecível dentro de estruturas de sociedades fundadas no patriarcado, conforme nos mostra a teorização proposta pela socióloga Sylvia Walby (1990). Desta maneira, utilizando do arcabouço teórico destacado, apresentamos algumas das diversas maneiras pelas quais o romance literariamente ilustra o tema da opressão sofrida por mulheres perante um sistema social especulativo, uma característica que se constitui como um traço estrutural típico da escritura das distopias feministas, e a relação que nessa obra existe entre esse Sistema social distópico especulativo e o capitalism corporativista. Por fim, também ressaltamos como tal sistema, impulsionado sobretudo pela geração de lucro, se alinha à cultura patriarcal de modo a produzir situações de opressão de gênero que movem a narrativa dessa distopia
Art · Humanities · Digital Games and Media · Philosophy · Sexuality, Behavior, and Technology · Utopian, Dystopian, and Speculative Fiction
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |