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A trapaça do Iauaretê

Bibliographic Data

ID6138833
AuthorsLeomir Silva De Carvalho (Universidade Federal do Pará), Sílvio Augusto De Oliveira Holanda (0000-0003-3971-9007, Universidade Federal do Pará)
Year2014
Volume14
Issue21
Pages128-128
Publication date2014-12-22
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueBoletim de Pesquisa NELIC (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1518-7284 • E-ISSN: 1984-784X
PublisherUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER)
DOI10.5007/1984-784x.2014v14n21p128
OpenAlexW2066168306
LanguagePT

Este artigo versa sobre a linguagem do conto “Meu tio o Iauaretê” (1961) de João Guima­rães Rosa em sua realização transgressora. Barthes (1978) identifica a linguagem ao poder afir­mando que nela as estruturas de opressão se reproduzem e se mantêm. O poeta, para o pensador francês, é um dos únicos sujeitos capazes de estabelecer uma relação criativa com a linguagem pas­sível de suspender sua fixidez, mesmo que por um breve momento, a esse ato Barthes chama de trapaça. Portanto, analisa-se no conto de Guimarães Rosa como o autor brasileiro “trapaceou” ao contar a estória de um matador de onças em “Meu tio o Iaua­retê”. Ao lado disso, traça-se um para­lelo entre a tradução criativa, como a compreende Ha­roldo de Campos no ensaio “A palavra verme­lha de Hoelderlin” (1977), e a fala do matador de onças, obser­vando como a linguagem deste en­cena ou faz-se metáfora da tradução criativa

Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies · Philosophy

Highly citedNo

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