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Considerações sobre “O autor como produtor

Bibliographic Data

ID7331308
AuthorsElcio Loureiro Cornelsen (0000-0002-5954-4358, corresponding author), Roberto Círio Nogueira (0000-0003-0129-6926)
Year2023
Issue5
Publication date2023-07-06
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueLiteratura e Autoritarismo (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1679-849X • E-ISSN: 1679-849X
PublisherUniversidade Federal de Santa Maria (PUBLISHER • BR)
DOI10.5902/1679849x74937
OpenAlexW2359801149
LanguagePT

Nossa contribuição visa à apresentação de considerações sobre o ensaio “Der Autor als Produzent” (“O autor como produtor”), escrito por Walter Benjamin em abril de 1934 como texto para uma conferência proferida pelo escritor diante de um público operário, quando se encontrava exilado na capital francesa. Sem dúvida, “O autor como produtor” é um dos ensaios em língua alemã mais significativos do período de exílio, pois documenta não só o engajamento político de Walter Benjamin em sua luta contra o fascismo alemão, como também a profunda cisão que se estabelecera dentro do âmbito político da esquerda alemã desde o final da Primeira Guerra Mundial, entre o Partido Social-Democrata da Alemanha e o Partido Comunista Alemão. Além disso, Walter Benjamin propõe uma série de categorias para se pensar a relação entre escritor e sociedade: por um lado, aqueles verdadeiramente “produtores” enquanto “escritores progressistas” (fortgeschrittene Schriftsteller), e “escritores operativos” (operierende Schrifsteller), capazes de transformar os meios de produção, e, por outro, aqueles rotulados de “escritores burgueses de esquerda” (linksbürgerliche Schriftsteller), considerados como escritores “rotineiros” (Routiniers), que se solidarizariam com o operariado apenas no plano das idéias, mas não no plano da ação revolucionária. Em seu ensaio, Benjamin não poupa críticas a grandes figuras do cenário literário alemão, como, por exemplo, Kurt Hiller, Erich Kästner, Walter Mehring, Kurt Tucholsky e Alfred Döblin, enquanto elege Bertolt Brecht, o músico e compositor Hanns Eisler e o artista plástico John Heartfield como autênticos representantes da literatura e da arte progressista. Por assim dizer, o texto de Benjamin espelha o quadro multifacetado em que se encontrava a esquerda alemã no exílio e evidencia o posicionamento do próprio escritor enquanto “produtor”, “operativo” e “progressista

Art · Humanities · Aging, Elder Care, and Social Issues · Health, Medicine and Society · Hermeneutics and Narrative Identity

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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