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Inteligência Artificial, Direitos Humanos e Justiça Social

Uma Análise Bioética das Recomendações Internacionais

Datos Bibliográficos

ID7369699
AutoresSuliane Motta Do Nascimento (0009-0000-4754-9015), Márcia De Oliveira (0009-0006-3120-5158), Daniele Lopes Rosa De Oliveira (0009-0002-2734-0278), Mirelle Finkler (0000-0001-5764-9183), Fernando Hellmann (0000-0002-4692-0545), Elda Coelho De Azevedo Bussinguer (0000-0003-4303-4211)
Año2025
Páginas82-100
Fecha de publicación2025-10-21
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaRevista de Bioética y Derecho (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 1886-5887 • E-ISSN: 1886-5887
EditorialEdicions de la Universitat de Barcelona (PUBLISHER)
DOI10.1344/rbd2025.65.50275
OpenAlexW4415917978
IdiomaPT
Referencias citadas16

A Inteligência Artificial (IA) vem transformando rapidamente diversos setores sociais, desde a saúde até a gestão pública, mas também levanta questões éticas complexas, especialmente em contextos de desigualdade estrutural. Este artigo tem como objetivo analisar quatro diretrizes internacionais sobre ética da IA, publicadas por organismos multilaterais: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE (2024), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - UNESCO (2021), Organização Mundial da Saúde – OMS (2021) e Grupo de Especialistas de Alto Nível em Inteligência Artificial da Comissão Europeia (2019). A partir de uma abordagem qualitativa e da técnica de Análise de Conteúdo Temática, identificaram-se 27 questões éticas que foram organizadas em três grandes categorias: “Promoção dos Direitos Humanos”, “Riscos e Prevenção de Danos” e “Justiça Social”. Os resultados mostram que, embora compartilhem princípios como transparência, responsabilidade e equidade, os documentos variam em suas recomendações e se destinam a contextos institucionais distintos, muitas vezes descolados das realidades vividas por países do Sul global. Argumenta-se que a incorporação da Bioética Cotidiana — com seu foco em justiça social, engajamento democrático e enfrentamento das desigualdades — é fundamental para contextualizar e operacionalizar essas recomendações de forma justa e eficaz. Conclui-se que os esforços globais de regulamentação da AI devem ser acompanhados por mecanismos de governança éticos que não reproduzam lógicas de colonialidade tecnológica, mas que assegurem a participação social, a proteção de direitos e o reconhecimento das vulnerabilidades

  • Rethink government with AI

    Open Access•Helen Z Margetts, Helen Margetts et al.•Nature•2019

  • Sustainable AI

    Open Access•Aimee van Wynsberghe•AI and Ethics•2021

  • I.—computing Machinery and Intelligence

    A M TURING, Alan Turing•Mind•1950

  • Using thematic analysis in psychology

    Open Access•Braun, Virginia Braun et al.•Qualitative Research in Psychology•2006

  • Las narrativas de la inteligencia artificial

    Open Access•Manuel Jesús López Baroni•Revista de Bioética y Derecho•2019

  • Da "caixa-preta" à "caixa de vidro

    Open Access•Marco Antonio Souza Alves, Otávio Morato De Andrade•Direito Público•2022

  • Inteligência Artificial e sociedade

    Open Access•Jaime Simão Sichman•Estudos Avançados•2021

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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