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Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia de meio ambiente urbano

Bibliographic Data

ID7439484
AuthorsMarcos Virgílio Da Silva (corresponding author)
Year2005
Publication date2005-07-29
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeTHESIS
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/d.16.2005.tde-17032006-182326
OpenAlexW1571385698
LanguagePT
References cited6

A constituição da idéia de meio ambiente urbano é aqui avaliada sob a perspectiva das concepções que, historicamente, tentam enquadrar as cidades em categorias biológicas, tais como "corpo", "organismo" e, contemporaneamente, "(ecos)sistema".Essa tendência de naturalização ou biologização das cidades é característica do pensamento social pelo menos desde o século XIX: seus antecedentes são certamente ainda mais remotos, mas as origens de seus aspectos contemporâneos mais característicos podem ser encontradas em meados do século XVIII.Este trabalho visa resgatar alguns dos aspectos mais importantes dessa história, pondo em questão a validade de tais categorias para compreensão e intervenção sobre a cidade real.Para tanto, o trabalho dedica-se a investigar os sentidos atribuídos à idéia de natureza e a conseqüente apreciação da agência humana, e da cidade em particular, feita por essas concepções.Qualifica-se o processo de naturalização como parte de um esforço mais amplo de negação ou disciplinamento do artifício (a ação humana) e do acaso (a ausência de causalidade ou finalidade) na constituição do mundo -negação esta que resultaria em um conjunto de categorias de estase para interpretação da realidade e, afinal, em apologia do status quo.Desde o sanitarismo do século XIX até a Ecologia do pós-2a.Guerra Mundial, passando pelo caso particularmente controverso da Eugenia, as tentativas de biologização das cidades, tanto por parte das ciências biomédicas quanto do próprio Urbanismo em constituição, apontam para uma tendência de dominação pelo conhecimento técnico que permeia de forma recorrente a modernidade capitalista.Nela, tanto a "natureza" quanto os seres humanos comuns (não "escolhidos") são concebidos como recursos naturalmente passivos e sujeitados, incapazes de criar, cabendo-lhes apenas o papel de "resistir" ou "reagir", ou ainda serem "protegidos".Esse "paradigma da dominação" é que requer reconhecimento e enfrentamento, indicando

Humanities · Political science · Philosophy · Sustainability and Ecological Systems Analysis

  • Sustainability and cities

    Open Access•P Newman, Peter W G Newman•Landscape and Urban Planning•1999

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    Lesley Marx, Leo Marx•The machine in the garden•2000

  • Capitalism, Nature, Socialism

    James O’connor•Routledge Handbook on Ecosocialism•2021

  • City form and natural process

    Open Access•Barrie B Greenbie•Land Use Policy•1985

  • Entre miasmas y microbios

    Open Access•Sandra Caponi•Cadernos de Saude Publica•2002

  • O homem e o mundo natural

    Open Access•Carolina Moreira Marques, Gabriela Amatuzzi De Andrade et al.•Revista de Antropologia•1992

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Highly citedNo

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