Relações Entre Características Acústico-Articulatórias De Vogais Antes De E Sua Ditongação Variável Em Cidades Baianas
Bibliographic Data
| ID | 8044807 |
|---|---|
| Authors | Amanda Dos Reis Silva (Universidade Federal da Bahia), Jacyra Andrade Mota (0000-0003-0202-4332, Universidade Federal da Bahia) |
| Year | 2018 |
| Volume | 20 |
| Issue | 2 |
| Pages | 209-237 |
| Publication date | 2018-12-28 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Diadorim (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-2552 • E-ISSN: 2675-1216 |
| Publisher | Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35520/diadorim.2018.v20n2a18019 |
| OpenAlex | W2929162834 |
| Language | PT |
| References cited | 4 |
Busca-se, neste trabalho, apontar relações entre características acústico-articulatórias de vogais diante de S e a sua ditongação variável. Esse fenômeno será observado a partir de realizações dos vocábulos LUZ, ARROZ, DEZ, TRÊZ, VOZ e PAZ, obtidas da aplicação do Questionário Fonético-Fonológico do Projeto Atlas Linguístico do Brasil. Parte-se da fala de dez informantes nativas de cinco cidades baianas (Salvador, Caravelas, Euclides da Cunha, Vitória da Conquista e Barra). Esse tipo de ditongação não somente particulariza o Português Brasileiro em face do Português Europeu (LEITE DE VASCONCELOS, 1970 [1901]; CÂMARA JR, 2009 [1956]; SILVA NETO, 1963; NOLL (2008) etc.), mas também caracteriza variedades da língua portuguesa falada no Brasil, conforme demonstra Silva (2014), a partir de dados das capitais brasileiras. Ressalta-se que os condicionamentos de natureza extra e intralinguísticas, para esse processo, não são suficientemente conhecidos. Mediante o estudo com as capitais (SILVA, 2014), todavia, hipotetizou-se que vogais mais abertas e mais longas seriam mais suscetíveis a esse processo, tomando por base a organização das sílabas, com relação ao grau de sonoridade e força dos segmentos (HOOPER, 1976; FOLLEY, 2009; CLEMENTS E HUME, 1996). As características dessas vogais oscilariam no eixo diatópico, garantindo, assim, a distribuição diferenciada das vogais ditongadas. De uma análise variacionista, com os dados da Bahia, verificou-se que: (i) cidades como Salvador e Santo Amaro, cujas formações históricas são semelhantes, destacam-se quanto à ditongação diante de S; (ii) vogais mais baixas/ abertas são mais suscetíveis à ditongação. Com o auxílio do programa PRAAT (BOERSMA; WENICK, 2018), verificaram-se, então, os valores para F1, F2 e duração dos segmentos investigados. De modo geral, viu-se que vogais mais baixas e mais longas ditongam mais
Linguistic Studies and Language Acquisition · Linguistics and Education Research · Phonetics and Phonology Research
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |