TD 2832 - Desigualdades raciais e de renda no acesso à saúde nas cidades brasileiras
Dados Bibliográficos
| ID | 8079360 |
|---|---|
| Autores | Diego Bogado Tomasiello (0000-0002-0299-1886, autor correspondente), João Paulo Bazzo, João Bazzo, João Parga, Luciana Mendes Santos Servo (0000-0003-0770-7378), Luciana Mendes Servo, Rafael Henrique Moraes Pereira (0000-0003-2125-7465) |
| Ano | 2023 |
| Páginas | 1-38 |
| Data de publicação | 2023-01-11 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Não |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Texto para Discussão (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 2764-118X |
| Editora | Instituto de Pesquisa Economica Aplicada - IPEA (PUBLISHER) |
| DOI | 10.38116/td2832 |
| OpenAlex | W4317213516 |
| Idioma | PT |
| Citações recebidas | 2 |
| Referências citadas | 1 |
O acesso da população a serviços públicos de saúde contribui para a diminuição da prevalência de doenças e o aumento da expectativa de vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem por princípios e diretrizes a universalidade e a integralidade da atenção a todas as necessidades de saúde. Apesar dos avanços do SUS, ele enfrenta um desafio permanente no planejamento da cobertura e equidade dos serviços de saúde para redução das desigualdades raciais, espaciais e de renda no acesso à saúde. Diversos estudos exploram a dimensão espacial das desigualdades socioeconômicas no acesso a serviços de saúde no Brasil, porém poucos analisam desigualdades em recortes intraurbanos e trazem evidências de desigualdades raciais. Este trabalho se propõe a contribuir para esse debate ao apresentar um primeiro estudo de larga escala analisando, em alta resolução espacial, as desigualdades sociais e raciais de acesso a serviços de saúde no Brasil. A análise abrange o acesso a serviços públicos de atenção básica e alta complexidade por transporte público, automóvel e a pé, considerando o ano de 2019 nas vinte maiores cidades do Brasil. Apresenta análises descritivas detalhadas sobre as desigualdades espaciais de acesso à saúde dentro das cidades e sobre as desigualdades sociais considerando a interseccionalidade entre níveis de renda e grupos de cor/raça. Os resultados mostram que os padrões de distribuição da população, dos estabelecimentos de saúde e das redes de transporte nas maiores cidades brasileiras contribuem para um acesso desigual aos serviços de saúde. Em geral, a população de baixa renda, independentemente da raça, tem maior acessibilidade aos serviços de atenção básica, devido à maior capilaridade desses serviços. Em contraste, a população de alta renda, majoritariamente branca, tem maior acessibilidade aos serviços de saúde de alta complexidade, em função da concentração espacial desses serviços e de tal parcela da população nas regiões centrais dos maiores centros urbanos. Os resultados do estudo contribuem para um melhor entendimento da dimensão geográfica das desigualdades de acesso à saúde nas maiores cidades brasileiras, evidenciando como a universalidade do acesso a este serviço essencial é condicionada por fatores sociais, econômicos e relativos ao transporte
Humanities · Political science · Sociology · Indigenous Health and Education · Philosophy
| Obras citantes distintas | 2 |
|---|---|
| Citações por ano | 2 |
| Intervalo de citações | 2025 - 2026 (2) |
| Velocidade de citação | current |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 2 |