Horticultura ornamental no século XIX
Uma linguagem simbólica de distinção social no contexto do imperialismo europeu
Bibliographic Data
| ID | 9258711 |
|---|---|
| Authors | Alessandra El Far (0000-0002-7998-3710, Universidade Federal de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Issue | 184 |
| Pages | 1-26 |
| Publication date | 2025-03-12 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0034-8309 • E-ISSN: 2316-9141 |
| Publisher | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.2316-9141.rh.2025.225637 |
| OpenAlex | W4409699773 |
| Language | PT |
Este artigo tem o propósito de elucidar a maneira pela qual a horticultura ornamental ganhou centralidade no século XIX, no interior da nobreza e da burguesia abastada, em países europeus que buscavam expandir seus impérios no ultramar, atuando como uma poderosa linguagem simbólica de distinção social. A aquisição de plantas consideradas raras e exóticas, vindas principalmente dos trópicos, unidas ao ideário do romantismo, abriu espaço para o enraizamento de gostos, comportamentos e sensibilidades, a princípio, junto aos grupos da elite que despendiam verdadeiras fortunas na compra e no cultivo de espécies que passavam a figurar em coleções, muitas delas, mantidas em estufas aquecidas em propriedades situadas no campo ou na cidade. Nesse cenário, horticultores, em particular, ingleses, franceses e belgas tiveram um papel de destaque, isto porque, além de financiarem coletores de plantas em expedições a regiões tropicais no ultramar e tornarem-se proprietários de estabelecimentos comerciais bem-sucedidos, editavam e publicavam revistas especializadas que apontavam preferências e celebravam espécies que, desse modo, eram vendidas como bens altamente valorizados
Art · Context (archaeology) · Geography · Humanities · Rural Development and Agriculture
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |