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Financiamento dos serviços de saúde pública

Bibliographic Data

ID9259679
AuthorsRodolfo dos Santos Mascarenhas (Universidade de São Paulo, corresponding author)
Year2006
Volume40
Issue4
Pages559-572
Publication date2006-08-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Saúde Pública (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0034-8910 • E-ISSN: 0034-8910
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0034-89102006000500001
PMID17063230, 5603522
OpenAlexW3036524688
SCIELO_PIDS0034-89102006000500001, S0034-89101967000100005
LanguagePT
Citations received3

Dados estatísticos nacionais mostram que, no Brasil, os estados de um modo geral, têm, em seus respectivos territórios, arrecadação de impostos mais elevada que a União. A arrecadação mais elevada do Govêrno Central, apresentada nas estatísticas oficiais, é motivada pelo excesso da arrecadação dos impostos federais sobre os estaduais, encontrado geralmente em cinco ou seis Estados, dos quais Guanabara e São Paulo são responsáveis por 91% dessa diferença, em 1964. Não se pode modificar o atual sistema de competência em serviços de saúde pública nos três níveis - central, regional e local - sem que se modifique concomitantemente o atual sistema tributário brasileiro, onde os governos municipais receberam, em 1962, apenas 5,6% da arrecadação geral dos impostos. Dados de 1955 mostram que o custo dos serviços de saúde pública no Brasil, englobando-se os três níveis, foram de Cr$ 123 per capita (US$ 1.82) e de 1962, Cr$ 827 per capita (US$ 2.30). Êsses três níveis de govêrno reservaram, em 1955, 5,6% do dinheiro gasto com suas despesas globais, para as atividades de saúde pública, essa percentagem caiu para 4,5 em 1962. Em relação aos totais invertidos nas atividades estatais de saúde pública, a União gastou, em 1962, 36,4% do total das despesas estatais, os estados 59,3% e os municípios apenas 5,5%. Há uma disparidade grande na distribuição de gastos com saúde pública entre os vários Estados brasileiros, indo de uma percentagem mínima sobre o total geral das despesas públicas, de 1,6% para Goiás (1964), e máxima no mesmo ano, de 17,2% para o Pará. O custo per capita varia muito, também, de Estado para Estado, oscilando, em 1964, de um limite inferior de Cr$ 70 (Maranhão) a um superior de Cr$ 5.217 (Guanabara). Se estudarmos as despesas per capita de cada Estado, com atividades de saúde pública em valôres de 1964 e 1954, expressos êstes em valôres monetários de 1964, verifica-se que a despesa dos 20 Estados caiu de 17,2%. Não se pode saber, sem planejamento adequado, se essas despesas per capita, com serviços estatais de saúde pública, devem ser aumentadas ou não. A comparação internacional é desaconselhada; a falta de um sistema racional de contabilidade pública tornam duvidosos, entre nós, os dados existentes

Business · Demographic economics · Economic growth · Economics · Environmental health · Geography · Government (linguistics) · Local government · Per capita · Political science · Population · Public health · Socioeconomics · Sociology · Demography · Medicine · Public Administration · Public Health in Brazil

  • Sustentabilidade financeira e econômica do gasto público em saúde no nível municipal

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Citations per year0,18
Citation span2009 - 2016 (8)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 2

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