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Perfil sociodemográfico e de saúde de solicitantes de refúgio no Rio de Janeiro, 2016–2017

Bibliographic Data

ID16779913
AuthorsJoão Roberto Cavalcante (0000-0003-2070-3822, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Raquel Proença (0000-0002-3380-5089, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Ignacio Cano (0000-0001-5822-112X, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Anete Trajman (0000-0002-4000-4984, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Faerstein (0000-0002-4027-4896, Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Year2022
Volume56
Pages31
Publication date2022-04-22
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Saúde Pública (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0034-8910 • E-ISSN: 0034-8910
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/s1518-8787.2022056003956
PMID35476109
OpenAlexW4226490414
LanguagePT
Citations received5
References cited6

OBJETIVO Analisar o perfil sociodemográfico e as condições de saúde autorrelatadas por solicitantes de refúgio no Rio de Janeiro. MÉTODOS Estudo transversal de dados secundários, coletados de formulários de solicitação de refúgio preenchidos em 2016 e 2017, na Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (Cáritas-RJ). Foram realizadas análises descritivas e calculadas frequências absolutas, relativas e intervalos de 95% de confiança. RESULTADOS Foram identificados formulários preenchidos por 818 solicitantes de refúgio, originários de 49 países diferentes, dos quais 126 (20,3%) eram apátridas, 510 (62,7%) do sexo masculino, 797 (97,4%) adultos, com idade média de 30,5 anos, 551 (73,5%) solteiros, 340 (44,1%) com ensino superior e 27 (4,0%) desempregados no país de origem antes da vinda para o Brasil. Entre os motivos declarados para solicitação de refúgio, destacaram-se o temor de perseguição por opinião política, violação de direitos humanos e risco de tortura. Para chegar ao Brasil, 629 (80,5%) viajaram somente de avião. Em relação às condições de saúde, 216 (29,0%) afirmaram ter algum sintoma, doença ou agravo em saúde, sendo as mais frequentes dores, problemas de visão, doenças infecciosas (incluindo HIV/aids) e hipertensão. Apenas 15 indivíduos (2,2%) relataram estar em algum tratamento médico ou psicológico; 42 (6,0%) relataram deficiências visuais, 14 (2,0%) relataram deficiências físicas e 4 (0,6%) deficiências auditivas. CONCLUSÕES Diferentemente de outros países, onde migrantes forçados de baixo grau de instrução entram por vias clandestinas marítimas ou terrestres, os solicitantes de refúgio residentes no Rio de Janeiro entre 2016 e 2017, eram, em sua maioria, adultos com ensino superior que migraram usando transporte aéreo. Apresentavam condições de saúde sensíveis à atenção primária que poderiam ser tratadas via acesso aos serviços públicos da atenção primária em saúde

Confidence interval · Geography · Persecution · Political science · Politics · Refugee · Sociology · Demography · Maternal and Neonatal Healthcare · Medicine · Migration, Health and Trauma · Migration, Racism, and Human Rights

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Unique citing works5
Citations per year1,25
Citation span2022 - 2026 (5)
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Highly citedNo
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