William Mattioli
Biographic Data
| ID | 1037436 |
|---|---|
| NAME | William Mattioli |
| GIVEN NAMES | William |
| FAMILY NAME | Mattioli |
| SIGNATURE | MATTIOLI W |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| ORCID | 0000-0003-2894-548X |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 14 |
| TOTAL CITATIONS | 2 |
| AUTHOR COUNT | 14 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2010 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 1 |
Da suspeita à afirmação
O objetivo do presente ensaio é estabelecer um diálogo crítico com o livro de Scarlett Marton: Nietzsche: filósofo da suspeita, em torno de três eixos principais: a relação entre o estilo aforismático e ensaístico do filósofo e seu modo de pensamento orientado pelo experimentalismo; a proposta nietzschiana de uma ética transvalorativa, que almeja recuperar a vitalidade do humano colocada em risco pelos métodos de domesticação ideológica da morali…
Alguns sentidos de “consciência” em Schopenhauer e indicações preliminares acerca de sua relação com um possível inconsciente psíquico
Schopenhauer usa o termo “consciência” para designar ora a cognição em geral, associada ao conceito igualmente geral de “representação”, ora modalidades específicas ou momentos específicos da cognição. Este trabalho pretende apresentar um primeiro esboço de um mapeamento conceitual em torno da noção de consciência na obra do autor. Meu objetivo é identificar sentidos distintos do termo e, ao mesmo tempo, tentar encontrar uma definição mais geral …
O ethos da vida teórica e a necessidade metafísica
O trabalho que se segue analisa os contornos gerais da concepção do espírito livre nietzscheano na transição do período de juventude ao período intermediário de sua obra. Nesse momento, a figura do espírito livre aparece como expressão de um ideal de vida filosófica caracterizada pelo ethos científico, motivada pela busca metódica da verdade e pelo contentamento com o mundo das coisas humanas; um ideal encarnado em figuras como Montaigne, Voltair…
Redenção na aparência e consolo metafísico
Neste artigo, pretendo apontar e analisar uma ambiguidade na noção de "justificação" presente na primeira obra de Nietzsche: O nascimento da tragédia. Essa ambiguidade diz respeito ao elemento psicológico e metafísico que permite que o mundo apareça como justificado mediante o processo de transfiguração, o ato de redenção e o estado de consolo metafísico, os quais se dão, seja pela descarga dos sofrimentos do Uno-primordial em aparências e imagen…
Schopenhauer and the Two Orders of Purposiveness in the World
In this paper, I intend to argue that the emergence of the material conditions for the suppression and denial of the will in the human organism (the extraordinary and to some extent “unnatural” development of the brain) is not something like an “accident on the way” of will's manifestation in the world. It is rather, as it were, an intentional result of the whole process of objectivation of the will, a result that emerges from a teleological orde…
Morte, vida e destino em Schopenhauer e Freud
Neste artigo, pretendo discutir alguns problemas que emergem da associação, já comum na literatura secundária, entre o último dualismo pulsional freudiano, baseado na oposição entre pulsões de vida e de morte, e as teses schopenhauerianas sobre a vida e a morte derivadas de sua metafísica da vontade. A partir de uma confrontação com as leituras de Marcel Zentner e Stephan Atzert, argumentarei a favor da hipótese de que a diferença mais relevante …
Natureza, vida e finalismo nas notas sobre a teleologia e sobre a origem da linguagem de Nietzsche (1868-69)
Este artigo corresponde à segunda de duas partes que perfazem um estudo sobre a questão da teleologia nos apontamentos do jovem Nietzsche entre 1867 e 1869. No seu todo, o trabalho pretende oferecer uma leitura de três conjuntos de notas escritos pelo filósofo nesse período: Zu Schopenhauer, Zur Teleologie e Vom Ursprung der Sprache, com um claro enfoque nas notas sobre a teleologia, de 1868. Meu objetivo é tentar mostrar que, apesar das diversas…
Ontologia E Ciência Na Crítica De Nietzsche À Metafísica Em Humano, Demasiado Humano
Neste artigo, discuto o que considero serem os pressupostos ontológicos da crítica de Nietzsche à metafísica no primeiro livro de Humano, demasiado humano e a natureza da relação estabelecida por ele entre filosofia e ciência. Busco definir sua posição como um realismo científico moderado, que considera que as ciências caminham progressivamente em direção a uma concepção puramente dinâmica do real
Dem Willen zum Leben ist das Leben gewiß
Neste artigo, pretendo discutir o problema da vida em Schopenhauer a partir da perspectiva de sua metafísica da natureza, que implica uma concepção teleológica da evolução das formas de manifestação da vontade segundo uma hierarquia de seus graus de objetivação. Meu ponto de partida é a fórmula schopenhaueriana mediante a qual o autor apresenta sua concepção básica acerca da essência de todo fenômeno: a "vontade de vida". Investigarei se e em que…
Linguagem, pulsão e atavismo
O objetivo do presente trabalho é esboçar uma análise do desenvolvimento da noção de inconsciente em momentos importantes do pensamento de Nietzsche. Nosso argumento geral gira em torno de duas hipóteses com as quais pretendemos apresentar uma leitura que vai na contramão da visão comum segundo a qual Nietzsche pertenceria à tradição irracionalista do inconsciente, que tem Schopenhauer como seu mais emblemático representante. Trata-se 1) de uma h…
A Temporalidade da consciência e o problema da eficácia causal da vontade em Nietzsche
Quando Nietzsche, no aforismo 4 de “Os quatro grandes erros” do Crepúsculo dos ídolos, diz que a representação da causa de um fenômeno chega à consciência somente após uma “inversão do tempo”, ele retoma e aprofunda, em um novo contexto, uma tese que já estava presente em suas reflexões de juventude sobre os processos perceptivos. Apesar do aforismo em questão se referir sobretudo à projeção de causas das impressões sensíveis no mundo externo, su…
O devir e o lugar da filosofia
A recepção de Nietzsche da filosofia transcendental de Kant é intermediada por diversos autores de diferentes tendências filosóficas que se viam em continuidade com o projeto kantiano de uma filosofia crítica. Um desses autores é Afrikan Spir, filósofo que levou a cabo um programa de renovação da filosofia crítica que ia na contramão da tendência hegemônica na segunda metade do século XIX de naturalização do kantismo. A influência de Spir na cons…
Inconsciente, intencionalidade e natureza
Tendo como inspiração a recepção do jovem Nietzsche da metafísica da vontade, as reflexões apresentadas neste trabalho acompanham, por uma perspectiva sistemática, as diversas dificuldades com as quais Schopenhauer se depara na tentativa de compatibilizar os pressupostos metafísicos de sua filosofia da natureza com o idealismo subjetivo de cunho kantiano professado por ele. O fio condutor de nossa investigação é a relação entre as noções de incon…
Metáfora E Ficcionalismo No Jovem Nietzsche
O objetivo do presente trabalho é analisar a noção de metáfora e o modelo tropológico da cognição no jovem Nietzsche a partir do quadro epistemológico presente em Sobre verdade e mentira em sentido extra-moral e nos fragmentos da mesma época. Analisaremos em que medida Nietzsche trouxe para o mesmo diálogo considerações sobre retórica e linguagem por um lado, e resultados das ciências empíricas, principalmente da fisiologia da percepção, por outr…
Ontologia E Ciência Na Crítica De Nietzsche À Metafísica Em Humano, Demasiado Humano
Neste artigo, discuto o que considero serem os pressupostos ontológicos da crítica de Nietzsche à metafísica no primeiro livro de Humano, demasiado humano e a natureza da relação estabelecida por ele entre filosofia e ciência. Busco definir sua posição como um realismo científico moderado, que considera que as ciências caminham progressivamente em direção a uma concepção puramente dinâmica do real
Inconsciente, intencionalidade e natureza
Tendo como inspiração a recepção do jovem Nietzsche da metafísica da vontade, as reflexões apresentadas neste trabalho acompanham, por uma perspectiva sistemática, as diversas dificuldades com as quais Schopenhauer se depara na tentativa de compatibilizar os pressupostos metafísicos de sua filosofia da natureza com o idealismo subjetivo de cunho kantiano professado por ele. O fio condutor de nossa investigação é a relação entre as noções de incon…
Metáfora E Ficcionalismo No Jovem Nietzsche
O objetivo do presente trabalho é analisar a noção de metáfora e o modelo tropológico da cognição no jovem Nietzsche a partir do quadro epistemológico presente em Sobre verdade e mentira em sentido extra-moral e nos fragmentos da mesma época. Analisaremos em que medida Nietzsche trouxe para o mesmo diálogo considerações sobre retórica e linguagem por um lado, e resultados das ciências empíricas, principalmente da fisiologia da percepção, por outr…
O devir e o lugar da filosofia
A recepção de Nietzsche da filosofia transcendental de Kant é intermediada por diversos autores de diferentes tendências filosóficas que se viam em continuidade com o projeto kantiano de uma filosofia crítica. Um desses autores é Afrikan Spir, filósofo que levou a cabo um programa de renovação da filosofia crítica que ia na contramão da tendência hegemônica na segunda metade do século XIX de naturalização do kantismo. A influência de Spir na cons…
Inconsciente, intencionalidade e natureza
Tendo como inspiração a recepção do jovem Nietzsche da metafísica da vontade, as reflexões apresentadas neste trabalho acompanham, por uma perspectiva sistemática, as diversas dificuldades com as quais Schopenhauer se depara na tentativa de compatibilizar os pressupostos metafísicos de sua filosofia da natureza com o idealismo subjetivo de cunho kantiano professado por ele. O fio condutor de nossa investigação é a relação entre as noções de incon…
A Temporalidade da consciência e o problema da eficácia causal da vontade em Nietzsche
Quando Nietzsche, no aforismo 4 de “Os quatro grandes erros” do Crepúsculo dos ídolos, diz que a representação da causa de um fenômeno chega à consciência somente após uma “inversão do tempo”, ele retoma e aprofunda, em um novo contexto, uma tese que já estava presente em suas reflexões de juventude sobre os processos perceptivos. Apesar do aforismo em questão se referir sobretudo à projeção de causas das impressões sensíveis no mundo externo, su…
Linguagem, pulsão e atavismo
O objetivo do presente trabalho é esboçar uma análise do desenvolvimento da noção de inconsciente em momentos importantes do pensamento de Nietzsche. Nosso argumento geral gira em torno de duas hipóteses com as quais pretendemos apresentar uma leitura que vai na contramão da visão comum segundo a qual Nietzsche pertenceria à tradição irracionalista do inconsciente, que tem Schopenhauer como seu mais emblemático representante. Trata-se 1) de uma h…
Dem Willen zum Leben ist das Leben gewiß
Neste artigo, pretendo discutir o problema da vida em Schopenhauer a partir da perspectiva de sua metafísica da natureza, que implica uma concepção teleológica da evolução das formas de manifestação da vontade segundo uma hierarquia de seus graus de objetivação. Meu ponto de partida é a fórmula schopenhaueriana mediante a qual o autor apresenta sua concepção básica acerca da essência de todo fenômeno: a "vontade de vida". Investigarei se e em que…
Morte, vida e destino em Schopenhauer e Freud
Neste artigo, pretendo discutir alguns problemas que emergem da associação, já comum na literatura secundária, entre o último dualismo pulsional freudiano, baseado na oposição entre pulsões de vida e de morte, e as teses schopenhauerianas sobre a vida e a morte derivadas de sua metafísica da vontade. A partir de uma confrontação com as leituras de Marcel Zentner e Stephan Atzert, argumentarei a favor da hipótese de que a diferença mais relevante …
Natureza, vida e finalismo nas notas sobre a teleologia e sobre a origem da linguagem de Nietzsche (1868-69)
Este artigo corresponde à segunda de duas partes que perfazem um estudo sobre a questão da teleologia nos apontamentos do jovem Nietzsche entre 1867 e 1869. No seu todo, o trabalho pretende oferecer uma leitura de três conjuntos de notas escritos pelo filósofo nesse período: Zu Schopenhauer, Zur Teleologie e Vom Ursprung der Sprache, com um claro enfoque nas notas sobre a teleologia, de 1868. Meu objetivo é tentar mostrar que, apesar das diversas…
Ontologia E Ciência Na Crítica De Nietzsche À Metafísica Em Humano, Demasiado Humano
Neste artigo, discuto o que considero serem os pressupostos ontológicos da crítica de Nietzsche à metafísica no primeiro livro de Humano, demasiado humano e a natureza da relação estabelecida por ele entre filosofia e ciência. Busco definir sua posição como um realismo científico moderado, que considera que as ciências caminham progressivamente em direção a uma concepção puramente dinâmica do real
Schopenhauer and the Two Orders of Purposiveness in the World
In this paper, I intend to argue that the emergence of the material conditions for the suppression and denial of the will in the human organism (the extraordinary and to some extent “unnatural” development of the brain) is not something like an “accident on the way” of will's manifestation in the world. It is rather, as it were, an intentional result of the whole process of objectivation of the will, a result that emerges from a teleological orde…
Redenção na aparência e consolo metafísico
Neste artigo, pretendo apontar e analisar uma ambiguidade na noção de "justificação" presente na primeira obra de Nietzsche: O nascimento da tragédia. Essa ambiguidade diz respeito ao elemento psicológico e metafísico que permite que o mundo apareça como justificado mediante o processo de transfiguração, o ato de redenção e o estado de consolo metafísico, os quais se dão, seja pela descarga dos sofrimentos do Uno-primordial em aparências e imagen…
Alguns sentidos de “consciência” em Schopenhauer e indicações preliminares acerca de sua relação com um possível inconsciente psíquico
Schopenhauer usa o termo “consciência” para designar ora a cognição em geral, associada ao conceito igualmente geral de “representação”, ora modalidades específicas ou momentos específicos da cognição. Este trabalho pretende apresentar um primeiro esboço de um mapeamento conceitual em torno da noção de consciência na obra do autor. Meu objetivo é identificar sentidos distintos do termo e, ao mesmo tempo, tentar encontrar uma definição mais geral …
O ethos da vida teórica e a necessidade metafísica
O trabalho que se segue analisa os contornos gerais da concepção do espírito livre nietzscheano na transição do período de juventude ao período intermediário de sua obra. Nesse momento, a figura do espírito livre aparece como expressão de um ideal de vida filosófica caracterizada pelo ethos científico, motivada pela busca metódica da verdade e pelo contentamento com o mundo das coisas humanas; um ideal encarnado em figuras como Montaigne, Voltair…
Da suspeita à afirmação
O objetivo do presente ensaio é estabelecer um diálogo crítico com o livro de Scarlett Marton: Nietzsche: filósofo da suspeita, em torno de três eixos principais: a relação entre o estilo aforismático e ensaístico do filósofo e seu modo de pensamento orientado pelo experimentalismo; a proposta nietzschiana de uma ética transvalorativa, que almeja recuperar a vitalidade do humano colocada em risco pelos métodos de domesticação ideológica da morali…
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