Julie Dorrico
Biographic Data
| ID | 1342017 |
|---|---|
| NAME | Julie Dorrico |
| GIVEN NAMES | Julie |
| FAMILY NAME | Dorrico |
| SIGNATURE | DORRICO J |
| AFFILIATIONS | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul |
| ORCID | 0000-0002-5428-2432 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 25 |
| TOTAL CITATIONS | 5 |
| AUTHOR COUNT | 25 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2017 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 2 |
Introdução À Literatura Indígena De Roraima
Este artigo, escrito coletivamente como resultado da disciplina "Tópicos Especiais: a Literatura Indígena Infanto-Juvenil", da Universidade Federal de Roraima, em 2024, objetiva analisar a obra "A história de Xibobo/Pokowa Pantoni", de autoria de Matilde Makuxi e Lacy Mariano, com a intenção de apresentar a obra cujo gênero é a pantoni, gênero criado no seio do povo Makuxi, em caráter oral. A discussão voltada à literatura indígena/reconto/panton…
O Ensino De Língua E Literatura Macuxi A Partir Das Kasari Pantoni E Outras Narrativas Do Boto
Neste texto propomos possibilidades de inserir as literaturas Macuxi no ensino de língua e cultura Macuxi nas comunidades indígenas em Roraima. O Boto é um /personagem bastante conhecido entre os povos indígenas em Roraima, no Norte, na Amazônia e no Brasil. A partir de nossas vivências nas comunidades indígenas, da língua Macuxi falada e das histórias contadas, principalmente por mulheres indígenas consideradas guardiãs dos saberes ancestrais, a…
Não somos “negros/as”, não somos “índios/as
Correlacionaremos descolonização africana e literatura indígena brasileira, enfatizando três ideias: o colonialismo é o eixo estruturante da produção do/a negro/a e do/a índio/a enquanto menoridade racialmente justificada, levando à sua invisibilização, ao seu silenciamento e ao seu privatismo, de modo que passam a ser representados/as pelo/a branco/a como seu/sua tutor/a, mestre e senhor/a; a descolonização, que somente pode ser feita pelo grupo…
Pacificando o branco
Apresenta-se, neste texto, a perspectiva de uma crítica da modernidade, por parte do pensamento indígena brasileiro, a partir da sua denúncia da modernização como movimento expansivo totalizante que tem, na imbricação de eurocentrismo-colonialismo-racismo e/como fascismo, seu núcleo estruturante e dinamizador. Defende-se a proposta de um pensamento-práxis indígena que oferece uma explicação alternativa da modernização, enquanto guerra de coloniza…
Descolonização africana e a crítica do dualismo antropológico europeu
The paper discusses the criticism performed by African decolonization regarding European anthropological dualism that serves as basis to the constitution of the philosophical-sociological-anthropological discourse of Western modernity-modernization, which implies (a) in the split, separation, autonomy, independence, endogeny, self-referentiality, self-subsistence, self-sufficiency and superposition of Europe in relation over all others of Europe,…
Da literatura indianista à literatura indígena
Tematizamos a imagem, o lugar e o protagonismo do/a indígena na formação da cultura e da identidade nacionais a partir de uma contraposição entre a literatura indianista, em que o colonizador, o modelo antropológico do europeu branco e cristão, fala sobre o/a indígena, e a literatura indígena contemporânea, em que o/a próprio/a indígena fala de si mesmo/a e por si mesmo/a, a partir de suas experiências e histórias como minoria político-cultural p…
Educação, Memória E Resistência Na Literatura Indígena Brasileira Contemporânea
Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à cons…
Autoria, autonomia, ativismo
Neste texto, procuramos refletir sobre a correlação entre autoria, autonomia e ativismo enquanto o eixo constitutivo, estruturante e dinamizador da literatura produzida pelos/as escritores/as indígenas brasileiros/as hodiernos/as, que está profundamente imbricada com a perspectiva homônima da memória, identidade e projeto assumida pelo Movimento Indígena brasileiro enquanto base de seu enraizamento e de seu protagonismo na esfera pública, polític…
Da literatura indianista à literatura indígena
Tematizamos a imagem, o lugar e o protagonismo do/a indígena na formação da identidade nacional, a partir de uma contraposição entre a literatura indianista, em que o colonizador fala racialmente sobre o/a indígena, e a literatura indígena brasileira contemporânea, em que o/a próprio/a indígena fala politicamente de si mesmo/a e por si mesmo/a, a partir de suas experiências e histórias como minoria político-cultural produzida pela colonização. Ar…
Subalternidade, Marginalização E Politização
Argumentaremos que a literatura indígena brasileira caracteriza-se como crítica da modernidade-modernização periférica brasileira a partir da dinamização de uma voz-práxis direta, política e politizante, carnal e vinculada, em que minorias político-culturais produzidas pela modernização como colonialismo superam o silenciamento, a invisibilização e o privatismo aos quais estiveram tradicionalmente relegadas, por meio de uma postura ativista, mili…
Educação, resistência e politização
Argumentamos, no artigo, a partir de uma análise sistemática da produção literária de escritores/as indígenas brasileiros/as, que, desde a segunda metade do século XX, os povos indígenas passaram a afirmar a e a utilizar-se da esfera pública, sob a forma de ativismo, de militância e de engajamento, enquanto a estratégia e o lugar por excelência para a tematização da questão indígena no país, como forma de reação a processos de expansão socioeconô…
Decolonialidade, lugar de fala e voz-práxis estético-literária
Argumentaremos, por meio da análise da literatura produzida por intelectuais indígenas brasileiros/as hodiernos/as, acerca da centralidade do lugar de fala das minorias em termos de crítica, reconhecimento e resistência. Enfatizaremos a imbricação e o sustento entre epistemologia e política que convergem e aparecem diretamente no sujeito-grupo menor. Sua singularidade antropológica e sua condição de marginalização, exclusão e violência, uma vez p…
A Alteridade Na Literatura
defendemos que a literatura, por causa de sua estrutura anti-paradigmática, possibilita a expressão da voz-práxis das diferenças como diferenças enquanto a condição fundante da crítica social e do ativismo político. Ela permite a recusa em bloco do paradigma normativo da modernidade - formalismo, neutralidade, imparcialidade e impessoalidade - enquanto o método e a práxis por excelência da justificação normativa e, com isso, ela também nega que a…
Literatura de minorias como politização radical e democracia inclusiva-participativa
As minorias são radicalmente políticas-politizantes, porque representam fundamentalmente uma construção sócio-política, enquanto diferenças-alteridades singulares e como produção simbólica, normativa e epistemologicamente negativa atribuída a elas por maiorias hegemônicas. Nesse sentido, o aparecer dessas mesmas minorias na e como esfera pública, como sujeitos públicos, significa exatamente politização radical e democracia inclusiva-participativa…
A queda do céu e o pluriverso yanomami
Na esteira dos estudos sobre ontologia relacional e ontologia política de Arturo Escobar (2015), desenvolvemos neste artigo uma leitura da obra A queda do céu: palavras de um xamã yanomami (2015). Nosso argumento central consiste em defender os seguintes pontos: primeiro, relacionado diretamente com a teoria de Escobar, que a cosmologia yanomami apresenta-se como um outro mundo capaz de dar sentido à sua existência individual e coletiva de modo d…
A Estrutura Do Homem Integrado À Natureza Como Princípio Da Literatura Brasileira Contemporânea
Este artigo tem por objetivo mostrar como que a literatura de autoria indígena brasileira é orientada pelo princípio do homem integrado à natureza. Autores como Sulamy Katy (2011), Kaká Werá Jecupé (2002), Ailton Krenak (2019), Daniel Munduruku (2016) e Renê Khitãulu (2002) são exemplos dessa escrita autorreferenciada em que podem ser encontrados este princípio. A partir das publicações autorais, os escritores indígenas passam a desmistificar noç…
Pensamento indígena brasileiro como crítica da modernidade
Neste artigo, desenvolveremos a crítica de Ailton Krenak à modernidade-modernização ocidental como uma monocultura de ideias que se constitui como uma estrutura autorreferencial, autossubsistente, endógena, autônoma e autossuficiente, não necessitando do outro da modernidade em termos de ajuda e de crítica. Utilizando a ideia de colonialismo como teoria da modernidade, identificaremos cinco problemas fundamentais apresentados pela teoria da moder…
O Xamanismo Na Literatura Indígena Brasileira
Argumentamos que a literatura indígena brasileira recente tem se servido do xamanismo como correlação de autoafirmação e de autoexpressão identitárias, em que a própria base antropológico-ontológica e sociocultural comunitária é ativada e utilizada como substrato da compreensão e da manifestação do indígena por si mesmo, e, a partir daqui, como ferramenta epistemológico-normativa de resistência cultural e de luta política relativamente à moderniz…
Literatura de minorias como crítica do presente e politização radical
A partir da afirmação de que as minorias são resultado de uma construção política em um duplo e imbricado movimento, a saber, como negatividade em termos simbólico-normativos e como processo de destruição material, argumentamos que a literatura de minorias de um modo geral e a literatura indígena em particular assumem-se como crítica social e politização radical por meio da própria expressão público-política direta, carnal e vinculada do/a escrit…
Uma literatura militante
Desde fins de 1970, lideranças, intelectuais e comunidades indígenas organizaram-se em torno do movimento indígena, que congregou povos tradicionais do Brasil e da região amazônica (Venezuela, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia), unificando e politizando sua luta, dando-lhe alcance internacional. Nesse contexto, emerge gradativamente a literatura indígena como arena e instrumento de defesa, promoção e publicização desse movimento, e como forma de a…
A Literatura Indígena Brasileira, O Movimento Indígena Brasileiro E O Regime Militar
Tendo por base a postura de ativismo, militância e engajamento da literatura indígena, procuraremos refletir sobre a correlação de literatura indígena brasileira, movimento indígena brasileiro e a questão da Ditadura Militar, haja vista que a emergência e a consolidação público-políticas desse movimento indígena ocorreram exatamente no contexto da Ditadura Militar e como reação aos processos de expansão socioeconômica rumo ao centro-oeste e ao no…
A estilística da literatura indígena brasileira
Defendemos, nesse artigo, que a literatura indígena brasileira contemporânea possui como núcleo epistemológico-político e como estilo estético-literário o ativismo e a militância público-políticos diretos e pungentes, em sua ligação umbilical e em sua dependência profunda relativamente ao Movimento Indígena. Nesse sentido, a literatura indígena brasileira apresenta três marcas distintivas e constitutivas que lhe dinamizam nessa sua vinculação sej…
A oralidade no impresso
Este artigo versa sobre a emergência da literatura indígena contemporânea no país, buscando mostrar a qualidade estética adveniente desde a oralidade e fazendo-se presente na literatura impressa dos diferentes escritores indígenas. Nosso argumento central consiste em defender que a literatura indígena apresenta a ancestralidade como matéria para a expressão estética e a violência histórica enquanto matéria para resistência, possibilitando um trân…
A Educação Escolar Indígena No Município De Porto Velho (Ro)
representação no sistema de ensino no município de Porto Velho/RO.Com isso, pretende-se que este texto possa contribuir para uma reavaliação nas políticas públicas voltadas à educação escolar dos povos indígenas, sua representatividade e alcance em Porto Velho/RO
Literatura Indígena e seus Intelectuais no Brasil
A literatura indígena na contemporaneidade tem, em suas expressões, não somente a figura do escritor que publiciza a cultura, as práticas e os valores comunitário-tradicionais, mas também o protagonismo do intelectual indígena que defende os direitos dos povos indígenas, atuando no cenário nacional e internacional. É na literatura indígena que esses escritores e intelectuais encontram espaço para uma expressão e uma autoafirmação étnicas que tamb…
Decolonialidade, lugar de fala e voz-práxis estético-literária
Argumentaremos, por meio da análise da literatura produzida por intelectuais indígenas brasileiros/as hodiernos/as, acerca da centralidade do lugar de fala das minorias em termos de crítica, reconhecimento e resistência. Enfatizaremos a imbricação e o sustento entre epistemologia e política que convergem e aparecem diretamente no sujeito-grupo menor. Sua singularidade antropológica e sua condição de marginalização, exclusão e violência, uma vez p…
A oralidade no impresso
Este artigo versa sobre a emergência da literatura indígena contemporânea no país, buscando mostrar a qualidade estética adveniente desde a oralidade e fazendo-se presente na literatura impressa dos diferentes escritores indígenas. Nosso argumento central consiste em defender que a literatura indígena apresenta a ancestralidade como matéria para a expressão estética e a violência histórica enquanto matéria para resistência, possibilitando um trân…
Educação, Memória E Resistência Na Literatura Indígena Brasileira Contemporânea
Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à cons…
A oralidade no impresso
Este artigo versa sobre a emergência da literatura indígena contemporânea no país, buscando mostrar a qualidade estética adveniente desde a oralidade e fazendo-se presente na literatura impressa dos diferentes escritores indígenas. Nosso argumento central consiste em defender que a literatura indígena apresenta a ancestralidade como matéria para a expressão estética e a violência histórica enquanto matéria para resistência, possibilitando um trân…
A Educação Escolar Indígena No Município De Porto Velho (Ro)
representação no sistema de ensino no município de Porto Velho/RO.Com isso, pretende-se que este texto possa contribuir para uma reavaliação nas políticas públicas voltadas à educação escolar dos povos indígenas, sua representatividade e alcance em Porto Velho/RO
Literatura Indígena e seus Intelectuais no Brasil
A literatura indígena na contemporaneidade tem, em suas expressões, não somente a figura do escritor que publiciza a cultura, as práticas e os valores comunitário-tradicionais, mas também o protagonismo do intelectual indígena que defende os direitos dos povos indígenas, atuando no cenário nacional e internacional. É na literatura indígena que esses escritores e intelectuais encontram espaço para uma expressão e uma autoafirmação étnicas que tamb…
O Xamanismo Na Literatura Indígena Brasileira
Argumentamos que a literatura indígena brasileira recente tem se servido do xamanismo como correlação de autoafirmação e de autoexpressão identitárias, em que a própria base antropológico-ontológica e sociocultural comunitária é ativada e utilizada como substrato da compreensão e da manifestação do indígena por si mesmo, e, a partir daqui, como ferramenta epistemológico-normativa de resistência cultural e de luta política relativamente à moderniz…
Literatura de minorias como crítica do presente e politização radical
A partir da afirmação de que as minorias são resultado de uma construção política em um duplo e imbricado movimento, a saber, como negatividade em termos simbólico-normativos e como processo de destruição material, argumentamos que a literatura de minorias de um modo geral e a literatura indígena em particular assumem-se como crítica social e politização radical por meio da própria expressão público-política direta, carnal e vinculada do/a escrit…
Uma literatura militante
Desde fins de 1970, lideranças, intelectuais e comunidades indígenas organizaram-se em torno do movimento indígena, que congregou povos tradicionais do Brasil e da região amazônica (Venezuela, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia), unificando e politizando sua luta, dando-lhe alcance internacional. Nesse contexto, emerge gradativamente a literatura indígena como arena e instrumento de defesa, promoção e publicização desse movimento, e como forma de a…
A Literatura Indígena Brasileira, O Movimento Indígena Brasileiro E O Regime Militar
Tendo por base a postura de ativismo, militância e engajamento da literatura indígena, procuraremos refletir sobre a correlação de literatura indígena brasileira, movimento indígena brasileiro e a questão da Ditadura Militar, haja vista que a emergência e a consolidação público-políticas desse movimento indígena ocorreram exatamente no contexto da Ditadura Militar e como reação aos processos de expansão socioeconômica rumo ao centro-oeste e ao no…
A estilística da literatura indígena brasileira
Defendemos, nesse artigo, que a literatura indígena brasileira contemporânea possui como núcleo epistemológico-político e como estilo estético-literário o ativismo e a militância público-políticos diretos e pungentes, em sua ligação umbilical e em sua dependência profunda relativamente ao Movimento Indígena. Nesse sentido, a literatura indígena brasileira apresenta três marcas distintivas e constitutivas que lhe dinamizam nessa sua vinculação sej…
A queda do céu e o pluriverso yanomami
Na esteira dos estudos sobre ontologia relacional e ontologia política de Arturo Escobar (2015), desenvolvemos neste artigo uma leitura da obra A queda do céu: palavras de um xamã yanomami (2015). Nosso argumento central consiste em defender os seguintes pontos: primeiro, relacionado diretamente com a teoria de Escobar, que a cosmologia yanomami apresenta-se como um outro mundo capaz de dar sentido à sua existência individual e coletiva de modo d…
A Estrutura Do Homem Integrado À Natureza Como Princípio Da Literatura Brasileira Contemporânea
Este artigo tem por objetivo mostrar como que a literatura de autoria indígena brasileira é orientada pelo princípio do homem integrado à natureza. Autores como Sulamy Katy (2011), Kaká Werá Jecupé (2002), Ailton Krenak (2019), Daniel Munduruku (2016) e Renê Khitãulu (2002) são exemplos dessa escrita autorreferenciada em que podem ser encontrados este princípio. A partir das publicações autorais, os escritores indígenas passam a desmistificar noç…
Pensamento indígena brasileiro como crítica da modernidade
Neste artigo, desenvolveremos a crítica de Ailton Krenak à modernidade-modernização ocidental como uma monocultura de ideias que se constitui como uma estrutura autorreferencial, autossubsistente, endógena, autônoma e autossuficiente, não necessitando do outro da modernidade em termos de ajuda e de crítica. Utilizando a ideia de colonialismo como teoria da modernidade, identificaremos cinco problemas fundamentais apresentados pela teoria da moder…
Autoria, autonomia, ativismo
Neste texto, procuramos refletir sobre a correlação entre autoria, autonomia e ativismo enquanto o eixo constitutivo, estruturante e dinamizador da literatura produzida pelos/as escritores/as indígenas brasileiros/as hodiernos/as, que está profundamente imbricada com a perspectiva homônima da memória, identidade e projeto assumida pelo Movimento Indígena brasileiro enquanto base de seu enraizamento e de seu protagonismo na esfera pública, polític…
Da literatura indianista à literatura indígena
Tematizamos a imagem, o lugar e o protagonismo do/a indígena na formação da identidade nacional, a partir de uma contraposição entre a literatura indianista, em que o colonizador fala racialmente sobre o/a indígena, e a literatura indígena brasileira contemporânea, em que o/a próprio/a indígena fala politicamente de si mesmo/a e por si mesmo/a, a partir de suas experiências e histórias como minoria político-cultural produzida pela colonização. Ar…
Subalternidade, Marginalização E Politização
Argumentaremos que a literatura indígena brasileira caracteriza-se como crítica da modernidade-modernização periférica brasileira a partir da dinamização de uma voz-práxis direta, política e politizante, carnal e vinculada, em que minorias político-culturais produzidas pela modernização como colonialismo superam o silenciamento, a invisibilização e o privatismo aos quais estiveram tradicionalmente relegadas, por meio de uma postura ativista, mili…
Educação, resistência e politização
Argumentamos, no artigo, a partir de uma análise sistemática da produção literária de escritores/as indígenas brasileiros/as, que, desde a segunda metade do século XX, os povos indígenas passaram a afirmar a e a utilizar-se da esfera pública, sob a forma de ativismo, de militância e de engajamento, enquanto a estratégia e o lugar por excelência para a tematização da questão indígena no país, como forma de reação a processos de expansão socioeconô…
Decolonialidade, lugar de fala e voz-práxis estético-literária
Argumentaremos, por meio da análise da literatura produzida por intelectuais indígenas brasileiros/as hodiernos/as, acerca da centralidade do lugar de fala das minorias em termos de crítica, reconhecimento e resistência. Enfatizaremos a imbricação e o sustento entre epistemologia e política que convergem e aparecem diretamente no sujeito-grupo menor. Sua singularidade antropológica e sua condição de marginalização, exclusão e violência, uma vez p…
A Alteridade Na Literatura
defendemos que a literatura, por causa de sua estrutura anti-paradigmática, possibilita a expressão da voz-práxis das diferenças como diferenças enquanto a condição fundante da crítica social e do ativismo político. Ela permite a recusa em bloco do paradigma normativo da modernidade - formalismo, neutralidade, imparcialidade e impessoalidade - enquanto o método e a práxis por excelência da justificação normativa e, com isso, ela também nega que a…
Literatura de minorias como politização radical e democracia inclusiva-participativa
As minorias são radicalmente políticas-politizantes, porque representam fundamentalmente uma construção sócio-política, enquanto diferenças-alteridades singulares e como produção simbólica, normativa e epistemologicamente negativa atribuída a elas por maiorias hegemônicas. Nesse sentido, o aparecer dessas mesmas minorias na e como esfera pública, como sujeitos públicos, significa exatamente politização radical e democracia inclusiva-participativa…
Descolonização africana e a crítica do dualismo antropológico europeu
The paper discusses the criticism performed by African decolonization regarding European anthropological dualism that serves as basis to the constitution of the philosophical-sociological-anthropological discourse of Western modernity-modernization, which implies (a) in the split, separation, autonomy, independence, endogeny, self-referentiality, self-subsistence, self-sufficiency and superposition of Europe in relation over all others of Europe,…
Da literatura indianista à literatura indígena
Tematizamos a imagem, o lugar e o protagonismo do/a indígena na formação da cultura e da identidade nacionais a partir de uma contraposição entre a literatura indianista, em que o colonizador, o modelo antropológico do europeu branco e cristão, fala sobre o/a indígena, e a literatura indígena contemporânea, em que o/a próprio/a indígena fala de si mesmo/a e por si mesmo/a, a partir de suas experiências e histórias como minoria político-cultural p…
Educação, Memória E Resistência Na Literatura Indígena Brasileira Contemporânea
Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à cons…
Não somos “negros/as”, não somos “índios/as
Correlacionaremos descolonização africana e literatura indígena brasileira, enfatizando três ideias: o colonialismo é o eixo estruturante da produção do/a negro/a e do/a índio/a enquanto menoridade racialmente justificada, levando à sua invisibilização, ao seu silenciamento e ao seu privatismo, de modo que passam a ser representados/as pelo/a branco/a como seu/sua tutor/a, mestre e senhor/a; a descolonização, que somente pode ser feita pelo grupo…
Pacificando o branco
Apresenta-se, neste texto, a perspectiva de uma crítica da modernidade, por parte do pensamento indígena brasileiro, a partir da sua denúncia da modernização como movimento expansivo totalizante que tem, na imbricação de eurocentrismo-colonialismo-racismo e/como fascismo, seu núcleo estruturante e dinamizador. Defende-se a proposta de um pensamento-práxis indígena que oferece uma explicação alternativa da modernização, enquanto guerra de coloniza…
O Ensino De Língua E Literatura Macuxi A Partir Das Kasari Pantoni E Outras Narrativas Do Boto
Neste texto propomos possibilidades de inserir as literaturas Macuxi no ensino de língua e cultura Macuxi nas comunidades indígenas em Roraima. O Boto é um /personagem bastante conhecido entre os povos indígenas em Roraima, no Norte, na Amazônia e no Brasil. A partir de nossas vivências nas comunidades indígenas, da língua Macuxi falada e das histórias contadas, principalmente por mulheres indígenas consideradas guardiãs dos saberes ancestrais, a…
Introdução À Literatura Indígena De Roraima
Este artigo, escrito coletivamente como resultado da disciplina "Tópicos Especiais: a Literatura Indígena Infanto-Juvenil", da Universidade Federal de Roraima, em 2024, objetiva analisar a obra "A história de Xibobo/Pokowa Pantoni", de autoria de Matilde Makuxi e Lacy Mariano, com a intenção de apresentar a obra cujo gênero é a pantoni, gênero criado no seio do povo Makuxi, em caráter oral. A discussão voltada à literatura indígena/reconto/panton…
Humanities (19 works) · Philosophy (13 works) · Linguistics and Education Research (11 works) · Cultural, Media, and Literary Studies (10 works) · Indigenous Studies in Latin America (10 works) · Art (9 works) · Urban and sociocultural dynamics (7 works) · Indigenous Health and Education (5 works) · Memory, Trauma, and Testimony (5 works) · Political science (5 works)