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A Alteridade Na Literatura

Da Voz-Práxis Da Diferença Como Literatura - O Caso Da Literatura Indígena Brasileira Contemporânea

Bibliographic Data

ID4743846
AuthorsLeno Francisco Danner (0000-0002-2332-3182, Universidade Federal de Rondônia, corresponding author), Fernando Danner (0000-0002-4541-1204, Universidade Federal de Rondônia), Julie Dorrico (0000-0002-5428-2432, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Year2020
Volume14
Issue2
Pages360
Publication date2020-12-16
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueEspaço Ameríndio (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1982-6524 • E-ISSN: 1982-6524
PublisherUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (PUBLISHER • BR)
DOI10.22456/1982-6524.105664
OpenAlexW3127321448
LanguageEN

defendemos que a literatura, por causa de sua estrutura anti-paradigmática, possibilita a expressão da voz-práxis das diferenças como diferenças enquanto a condição fundante da crítica social e do ativismo político. Ela permite a recusa em bloco do paradigma normativo da modernidade - formalismo, neutralidade, imparcialidade e impessoalidade - enquanto o método e a práxis por excelência da justificação normativa e, com isso, ela também nega que a realização da crítica social e do ativismo político se dê exclusivamente desde o cientificismo e em termos de institucionalismo. No caso da literatura indígena, o que percebemos é exatamente a retomada do xamanismo como correlação de auto-afirmação e auto-reconstrução antropológico-ontológicas e, a partir disso, como crítica social e ativismo político das minorias por elas mesmas - ele é tanto uma forma de vida quanto uma práxis política. Nesse sentido, argumentaremos, a partir do exemplo da literatura indígena brasileira hodierna, que as alteridades encontram na literatura um espaço epistemológico, político e normativo que lhes permite reconhecerem-se e expressarem-se como minorias, significando sua práxis desde sua própria condição antropológico-ontológica, epistemológico-política e simbólico-normativa, sem necessidade de reducionismos científicos e de paternalismos institucionalistas. Por outras palavras, as alteridades podem realizar uma práxis de resistência e de afirmação por si mesmas e desde si mesmas, a partir de seu horizonte, valores e práticas, sem necessidade de assumirem o cientificismo como condição da argumentação, da reflexividade e da emancipação

Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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