Josalba Fabiana Santos
Biographic Data
| ID | 3614910 |
|---|---|
| NAME | Josalba Fabiana Santos |
| GIVEN NAMES | Josalba Fabiana |
| FAMILY NAME | Santos |
| SIGNATURE | SANTOS J F |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal de Sergipe |
| ORCID | 0000-0003-0843-368X |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 18 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| WORKS AS AUTHOR | 18 |
| WORKS AS EDITOR | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2005 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2024 |
| H-INDEX | 0 |
A minha maloca
Pretendo apresentar uma breve análise do diário de leitura que produzi a partir de O som do rugido da onça (2021), livro de Micheliny Verunschk. O diário de leitura foi o meio para alcançar uma Investigação autoetnográfica. Apesar da expectativa do encontro com um eu, da autoetnografia costumam emergir múltiplos selves, como utiliza Daniela Versiani (2005). Os selves são recortes de emoções, sentimentos e pensamentos motivados pela leitura. O rom…
Ensino de Literatura
Romance, Um Diário E Alguns Eus
A partir dos pressupostos da autoetnografia resenhados e aplicados por alguns pesquisadores (VERSIANI, 2005; SANTOS, 2016; MANZONI-DE-ALMEIDA, 2021), analiso um diário de leitura escrito por mim mesma a respeito do romance As doenças do Brasil (2021), do escritor português Valter Hugo Mãe. Apesar de não tratar de diários de leitura mas de diários em geral, Philippe Lejeune (2008) auxilia a pensar nas diversas especificidades do gênero. Quanto ao …
Uma epidemia chamada patriarcalismo e suas sequelas
O papel da segunda epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro no romance A menina morta (1954), de Cornélio Penna (1896-1958), é singular. O episódio, além de sanitário, aglutinou-se à história, à vida social, à política, à economia, à produção cultural e literária. Tal caráter transversal contribui para transformá-lo em um instrumento crítico que ajuda a compreender o livro em questão, sobretudo no que tange ao patriarcalismo. Na medida em que …
Na Ponta Do Alfinete
Comparamos três momentos paradigmáticos em Fronteira (1935), primeiro romance de Cornélio Penna (1896-1958). Maria Santa, a protagonista, e o narrador observam uma caixa de tampo de vidro contendo pequenos animais espetados por alfinetes. Esta caixa é uma metáfora da violência realizada pelos romeiros, que espetam Maria Santa também com alfinetes, e pelo narrador, que a estupra. Como os pequenos animais e Maria Santa são associados ao estranho e …
O jeito de Antonio Carlos Viana matar lagartas
Analisaremos o conto "Cara de boneca", do livro Jeito de matar lagartas (2015), do escritor Antonio Carlos Viana. Como uma das personagens é comparada a uma boneca, daí o título da narrativa, será em torno dessa imagem que o presente trabalho será constituído. A boneca é um brinquedo e um duplo por excelência, duplo de um ser humano. No entanto, no conto em questão, existe uma inversão, pois é um ser humano que se torna boneca. Esse processo pelo…
A Escravidão E O Corpo
Este artigo analisa o fantasma de uma escrava em A menina morta (1954), romance de Cornélio Penna, como uma demonstração das relações de poder durante o período escravocrata no Brasil do Segundo Império. O livro espelha essas relações formalmente, pois, além de um narrador principal culto, possui narradoras de pequenas histórias que são escravas ou libertas. Algumas destas histórias, como neste caso, são assustadoras. Para a análise, recorremos a…
Januário
A partir do episódio da morte em efígie da personagem Januário, de Os sinos da agonia (1974), romance de Autran Dourado ambientado nas Minas Gerais do século XVIII, o presente trabalho discute aspectos relacionados ao duplo, adotando principalmente as perspectivas de Clément Rosset e de Gilles Deleuze. Problematizando a aproximação mais ou menos evidente entre o rapaz e o deus Jano da mitologia romana, este texto apresenta Januário como um homo s…
Os Sertões E Facundo
O Cronotopo Em São Bernardo
Este texto apresenta uma reflexão sobre o tempo e o espaço no livro São Bernardo, de Graciliano Ramos. As idéias que utilizei são do pensador Mikhail Bakhtin
Personagem, Persona, Pessoa
Este texto pretende fazer uma pequena discussão sobre a questão das diferentes personalidades do protagonista de João Gilberto Noll em Harmada e demonstrar o quanto a configuração dentro do universo ficcional se aproxima do empírico
Aqui e lá
A identidade, o identificar-se com, é um conflito constante e num certo sentido insolúvel entre o aqui e o lá. Tanto o aqui como o lá são relativos porque intercambiáveis, não são fixos. Aparentemente opostas, essas categorias espaciais se revelam relativas na definição de fronteiras entre o mesmo e o outro, o igual e o diferente, aquele que faz parte do lugar e o que é estranho ou estrangeiro. Relatos de viagem – de Caminha e Tom Jobim –, poemas…
Narrativas monstruosas
Em A menina morta, de Cornélio Penna, o monstruoso está inscritono próprio ato de narrar. O romance (a narrativa maior) insere em seu interior uma série de pequenas narrativas que são feitas por escravas. Tanto o narrador principal quanto as narradoras revelam ocultando, contam sem contar, mostram escondendo. Cada história apresentada revela a monstruosidade do sistema patriarcal e escravocrata, mas isso nunca é feito de forma direta. Cabe ao lei…
Narrativas monstruosas
Em A menina morta, de Cornélio Penna, o monstruoso está inscrito no próprio ato de narrar. O romance (a narrativa maior) insere em seu interior uma série de pequenas narrativas que são feitas por escravas. Tanto o narrador principal quanto as narradoras revelam ocultando, contam sem contar, mostram escondendo. Cada história apresentada revela a monstruosidade do sistema patriarcal e escravocrata, mas isso nunca é feito de forma direta. Cabe ao le…
Maternidade monstruosa em Cornélio Penna
Através da recorrente metáfora do monstro em Fronteira, Dois romances de Nico Horta e Repouso, Cornélio Penna configura, alegoricamente, o estado de violência que o patriarcalismo engendra. Mães potencialmente destrutivas geram seres que as repetem, mas que são diferentes. Portanto, não as reconhecem e com elas não se identificam. Ícone da criação monstruosa, Frankenstein, de Mary Shelley, é produtivo para uma reflexão a respeito da tensão presen…
Entre o público e o privado
A Nação Irrealizável De Cornélio Penna
Os romances de Cornélio Penna podem ser lidos como metáforase metonímias de uma nação impossível de ser constituir porqueserá eternamente assombrada pela escravidão
Metáforas Da Nação
A pequena cidade do interior e a família nos romances de Cornélio Penna são metáforas e metonímias da nação. Comparam-se a ela e são partes que compõem o todo. Reproduzindo o sistema patriarcal, em todas as narrativas, e escravocrata, em A menina morta, vigente no Brasil do século XIX, o escritor expõe a violência sobre a qual se sustenta o Estado. Gilberto Freyre, em Casa-grande & senzala, faz algo semelhante. Patriarcalismo e escravidão são a b…
No prominent works on this page.
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A pequena cidade do interior e a família nos romances de Cornélio Penna são metáforas e metonímias da nação. Comparam-se a ela e são partes que compõem o todo. Reproduzindo o sistema patriarcal, em todas as narrativas, e escravocrata, em A menina morta, vigente no Brasil do século XIX, o escritor expõe a violência sobre a qual se sustenta o Estado. Gilberto Freyre, em Casa-grande & senzala, faz algo semelhante. Patriarcalismo e escravidão são a b…
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Narrativas monstruosas
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Narrativas monstruosas
Em A menina morta, de Cornélio Penna, o monstruoso está inscrito no próprio ato de narrar. O romance (a narrativa maior) insere em seu interior uma série de pequenas narrativas que são feitas por escravas. Tanto o narrador principal quanto as narradoras revelam ocultando, contam sem contar, mostram escondendo. Cada história apresentada revela a monstruosidade do sistema patriarcal e escravocrata, mas isso nunca é feito de forma direta. Cabe ao le…
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A identidade, o identificar-se com, é um conflito constante e num certo sentido insolúvel entre o aqui e o lá. Tanto o aqui como o lá são relativos porque intercambiáveis, não são fixos. Aparentemente opostas, essas categorias espaciais se revelam relativas na definição de fronteiras entre o mesmo e o outro, o igual e o diferente, aquele que faz parte do lugar e o que é estranho ou estrangeiro. Relatos de viagem – de Caminha e Tom Jobim –, poemas…
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Januário
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A Escravidão E O Corpo
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Analisaremos o conto "Cara de boneca", do livro Jeito de matar lagartas (2015), do escritor Antonio Carlos Viana. Como uma das personagens é comparada a uma boneca, daí o título da narrativa, será em torno dessa imagem que o presente trabalho será constituído. A boneca é um brinquedo e um duplo por excelência, duplo de um ser humano. No entanto, no conto em questão, existe uma inversão, pois é um ser humano que se torna boneca. Esse processo pelo…
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Comparamos três momentos paradigmáticos em Fronteira (1935), primeiro romance de Cornélio Penna (1896-1958). Maria Santa, a protagonista, e o narrador observam uma caixa de tampo de vidro contendo pequenos animais espetados por alfinetes. Esta caixa é uma metáfora da violência realizada pelos romeiros, que espetam Maria Santa também com alfinetes, e pelo narrador, que a estupra. Como os pequenos animais e Maria Santa são associados ao estranho e …
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Ensino de Literatura
Art (12 works) · Humanities (12 works) · Philosophy (9 works) · Cultural, Media, and Literary Studies (8 works) · Literature, Culture, and Criticism (7 works) · Linguistics and Education Research (5 works) · Psychology and Mental Health (4 works) · Economics (2 works) · Philosophy (2 works) · Physics (2 works)