Francisco Murari Pires
Biographic Data
| ID | 783362 |
|---|---|
| NAME | Francisco Murari Pires |
| GIVEN NAMES | Francisco Murari |
| FAMILY NAME | Pires |
| SIGNATURE | PIRES F M |
| AFFILIATIONS | Universidade de São Paulo |
| VERIFIED | No |
| TOTAL WORKS | 24 |
| TOTAL CITATIONS | 27 |
| AUTHOR COUNT | 24 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 1977 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2014 |
| H-INDEX | 3 |
A Clio Tucidideana entre Maquiavel e Hobbes (as figurações heróicas do historiador)
O artigo, tomando por diretriz primeira de sua reflexão a declaração de Césare Ripa que dá Tucídides como nome que emblematiza a escrita da história, e então examinando a correspondente figuração do historiador antigo como paradigma de excelência historiográfica por Jean Bodin, por La Popelinière e por Thomas Hobbes, se propõe identificar na articulação entre a categoria antiga de herói e a moderna de gênio a intriga conceitual porque responde es…
O fardo e o fio: Na Contramão Da Procissão Historiográfica
Este ensaio traz uma reflexão sobre os pressupostos do diálogo "Antigos e Modernos" no horizonte da tradição do pensamento historiográfico. A intriga por que é equacionado esse diálogo que presentifica os aportes dos Antigos na atualidade dos Modernos é evocada pela contraposição entre o "fardo" e o "fio", ambos situados em contraposição à ideia de historia magistra vitae. O "fio", (re)considerado como metáfora de apreensão historiográfica do "fa…
O Fardo e o Fio
Indagações sobre um método acima de qualquer suspeita
Este ensaio coloca algumas indagações questionando a inconsistência da trama argumentativa porque Carlo Ginzburg concebeu os fundamentos de sua proposição do paradigma indiciário. Um primeiro movimento reflexivo dessa interpelação questionadora intriga a exploração de algumas considerações porque o espectro da bibliografia crítica avaliou a tese de Ginzburg. Consequente a ele, desdobra-se o segundo movimento porque a reflexão crítica toma por foc…
Mithistória do debate persa (Heródoto, III, 80-82)
É predominante a tese de que o debate persa fala grego e diz a realidade histórica da pólis consoante o horizonte mental do lógos helênico. Todavia, o lógos herodoteano suscitou perplexidades que intrigam o melhor entendimento do texto, a denunciar ou indefinições ou ambiguidades ou mesmo inconsistências, que os críticos intentam equacionar por meios de (in)certos desvios analíticos. O presente artigo, considerando que o desenvolvimento narrativo…
Ranke e Niebuhr: A Apoteose Tucidideana
Por Niebuhr mais Ranke, Wihelm Roscher e Eduard Meyer, compondo o quarteto de historiadores do século XIX que Santo Mazarino qualificou de "os Alemães Tucidideanos", a fama de Tucidides, então "idealizado como historiador perfeito", alcançou uma espécie de apoteose, estimando-se sua história como obra extraordinária, singularmente excelsa, inigualável. Por declarações de júbilo entusiasmado quer de Niebuhr quer de Ranke, revive e renova-se por in…
Jean Bodin, o Methodus e a Clio tucidideana: As Figurações Heroicizantes Do Historiador
Apreciando as representações figuradas na ideia de uma Clio Tucidideana por fins do século XVI, propõe-se refletir sobre a associação entre a concepção antiga de herói e a moderna de gênio como parâmetro epistemológico que catalisa a apreciação da excelência da práxis historiográfica. Aborda-se essa reflexão tomando em particular as proposições elaboradas sobre a escrita da História no Metodus de Jean Bodin que juntamente com La Popelinière e Tho…
La Popelinière et la Clio Thucydideénne: Quelques propositions pour (re)penser un dialogue entre l’idée d’histoire accomplie et le Ktèma es aei
Dans son traité d’Iconologie (1603), Cesare Ripa définit la figure de Clio par la conjugaison de trois éléments iconiques : une couronne de laurier sur la tête, une trompette dans la main droite, et un livre dans la gauche. Pour ce dernier, il précise : le livre est de Thucydide, dont le nom est inscrit sur la couverture. Pour justifier ce privilège onomastique par lequel l’histoire est dignement honorée, il précise tout simplement : parce que Th…
Ombres de Thucydide: La réception de l’historien depuis l’Antiquité jusqu’au début du xxe siècle
Durant toute l’Antiquité, l’historien Thucydide a constitué une référence obligée et un modèle qui a inspiré nombre de continuateurs et d’imitateurs, en milieu grec et à Rome, que ce soit pour sa méthode ou pour les caractéristiques formelles de son œuvre. Cet engouement, qui a perduré jusqu’au Moyen Âge byzantin et ne s’est pas démenti à la Renaissance, redouble à partir du xviiie siècle, au moment où l’histoire se construit comme « science » : …
Maquiavel e tucídides: O(s) Olhar(es) Da História E as Figurações De Historiador
O olhar da história tucidideana volta a plenificação de sua valia para o futuro, quer imediato quer longínquo, por que os homens desta temporalidade a reconheçam no presente de suas ações. Retirado em Sant'Andrea di Percussina, Maquiavel volta o olhar da história para o passado. Pelo circuito dos livros de seu escritório frequenta a Corte dos antigos. Refletindo sobre esse diálogo com os antigos, Maquiavel pondera o alcance do olhar que a históri…
Antigos e modernos, o fardo e o fio
O General Marshall em Princeton, Tucídides na Guerra Fria
Este artigo analisa os apelos aos ensinamentos tucididianos feitos por George C. Marshall, em 1947, e por Laurie Johnson, em inícios da década de 1990. O primeiro, a partir das demandas do establishment americano frente às vicissitudes da Guerra Fria, e o segundo reclamando a necessidade de retomar os ensinamentos do saber histórico tucidideano para o melhorentendimento das realidades políticas do mundo contemporâneo. Procura-se demonstrar como a…
Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue) avec Thucydide
Parmi les illustres savants dont l’esprit de Machiavel s’imprégnait à la cour des Antiques dans son cabinet de Sant’Andrea de Percussina se distingue la figure de Thucydide. En ce qui concerne les paramètres du dialogue qu’a instauré la réflexion du Florentin avec les savoirs dont disposait l’historien antique, le présent essai entend évaluer les différentes interprétations que les critiques du XX e s. ont mises en œuvre pour en comprendre les te…
Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue) avec Thucydide
Francisco Murari Pires, Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue avec) Thucydide, DHA 34/1, 2008, 59-84. Résumé : Parmi les illustres savants dont l'esprit de Machiavel s'imprégnait à la cour des Antiques dans son cabinet de Sant'Andrea de Percussina se distingue la figure de Thucydide. En ce qui concerne les paramètres du dialogue qu'a instauré la réflexion du Florentin avec les savoirs dont disposait l'historien antique, le présent essai…
Thucydidean Modernities: History between Science and Art
In the period between the nineteenth and mid-twentieth centuries, the work of Thucydides came to be seen as an exemplary way of writing history. Thucydides was seen as a modern, scientific historian. This modern representation of Thucydides crystallized in the nineteenth century in the works of the so-called Germans: Barthold Georg Niebuhr, Eduard Meyer and others. Thucydides' reputation then underwent a kind of historiographical apotheosis, his …
Apologies to Thucydides: “Hume, Hobbes & Cia”
O ensaio pretende investigar as leituras e entendimentos modernos acerca da escrita da história tucidideana que fundamentam a proposta teorizante de Marshall Sahlins de integração de história e cultura, historiografia e antropologia
Ktema es aiei: A "prolixidade do silêncio" tucidideano (século XX)
O Espelho de Heróddoto
HARTOG, F. O Espelho de Heróddoto. Tradução de Jacyntho Lins Brandão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999, 481p
A retórica do método (Tucídides I.22 e II.35)
Propõe-se, no presente artigo, entender o "silenciamento metodológico" tucidideano constatado ao longo de sua narrativa reconstituidora dos acontecimentos da Guerra do Peloponeso face à proclamação de princípios firmada em seu Proêmio (I.22), como recurso de argumentação retórica a projetar a fama da excelência historiográfica de seu autor. Para tanto faz-se uma aproximação analítica desse Proêmio com o similar Proêmio do célebre Discuros Fúnebre…
A areté heróica e a Guerra de Tróia: O melhor dos aqueus (Aquiles, Ájax e Odisseu)
Este artigo propõe uma reconsideração da (in)justiça concernente à atribuição das armas de Aquiles a Odisseu como o melhor dos aqueus, através da apreciação do conceito homerico de areté
Ájax, Atena e os (des)caminhos da métis
No Ájax de Sófocles, deve-se entender a intervenção de Atena, em que a deusa mobiliza a exposição do herói ensandecido diante de Odisseu, como uma representação, no âmbito de realização divina, do código heróico arcaico que preceitua vilipendiar o inimigo vencido como ato final de triunfo regozijante? A partir da crítica da fundamentação exegética desse entendimento, propõe-se uma interpretação que busca apreciar a trama trágica sofocliana releva…
Para bom entendedor meias palavras não bastam
O Egito antigo
Cardoso, Ciro Flammarion. O Egito antigo. São Paulo, Brasiliense, 1982 (Col. "Primeiros Passos") .(primeiro parágrafo do texto)Nos estudos consagrados à história da Antiguidade, talvez possam ser distinguidas duas orientações de análise que se apresentam demarcando os polos extremos e opostos de seu leque. De um lado, uma tradição de inspiração "empirista", preocupada, sobretudo, com a determinação, apuração e narrativa dos "fatos que constituem …
Les Sophistes
GUTHRIE, W. K. C. Les Sophistes. Tradução do inglês por J. P. Cottereau. Paris: Payot, 1976, 347 pp.(primeiro parágrafo da resenha)No início do capítulo XI — Les Hommes, onde apresenta um resumo biográfico dos principais componentes humanos da sofística (Protágoras, Górgias, Pródicos, Hípias, Antifon, Trasimaco, Críticas, Antístenes, Alcidamas e Licofron) — o autor nos apresenta o princípio ordenador de sua obra: "Au cours des chapitres précédent…
Ombres de Thucydide: La réception de l’historien depuis l’Antiquité jusqu’au début du xxe siècle
Durant toute l’Antiquité, l’historien Thucydide a constitué une référence obligée et un modèle qui a inspiré nombre de continuateurs et d’imitateurs, en milieu grec et à Rome, que ce soit pour sa méthode ou pour les caractéristiques formelles de son œuvre. Cet engouement, qui a perduré jusqu’au Moyen Âge byzantin et ne s’est pas démenti à la Renaissance, redouble à partir du xviiie siècle, au moment où l’histoire se construit comme « science » : …
Indagações sobre um método acima de qualquer suspeita
Este ensaio coloca algumas indagações questionando a inconsistência da trama argumentativa porque Carlo Ginzburg concebeu os fundamentos de sua proposição do paradigma indiciário. Um primeiro movimento reflexivo dessa interpelação questionadora intriga a exploração de algumas considerações porque o espectro da bibliografia crítica avaliou a tese de Ginzburg. Consequente a ele, desdobra-se o segundo movimento porque a reflexão crítica toma por foc…
Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue) avec Thucydide
Francisco Murari Pires, Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue avec) Thucydide, DHA 34/1, 2008, 59-84. Résumé : Parmi les illustres savants dont l'esprit de Machiavel s'imprégnait à la cour des Antiques dans son cabinet de Sant'Andrea de Percussina se distingue la figure de Thucydide. En ce qui concerne les paramètres du dialogue qu'a instauré la réflexion du Florentin avec les savoirs dont disposait l'historien antique, le présent essai…
O fardo e o fio: Na Contramão Da Procissão Historiográfica
Este ensaio traz uma reflexão sobre os pressupostos do diálogo "Antigos e Modernos" no horizonte da tradição do pensamento historiográfico. A intriga por que é equacionado esse diálogo que presentifica os aportes dos Antigos na atualidade dos Modernos é evocada pela contraposição entre o "fardo" e o "fio", ambos situados em contraposição à ideia de historia magistra vitae. O "fio", (re)considerado como metáfora de apreensão historiográfica do "fa…
Maquiavel e tucídides: O(s) Olhar(es) Da História E as Figurações De Historiador
O olhar da história tucidideana volta a plenificação de sua valia para o futuro, quer imediato quer longínquo, por que os homens desta temporalidade a reconheçam no presente de suas ações. Retirado em Sant'Andrea di Percussina, Maquiavel volta o olhar da história para o passado. Pelo circuito dos livros de seu escritório frequenta a Corte dos antigos. Refletindo sobre esse diálogo com os antigos, Maquiavel pondera o alcance do olhar que a históri…
Antigos e modernos, o fardo e o fio
O General Marshall em Princeton, Tucídides na Guerra Fria
Este artigo analisa os apelos aos ensinamentos tucididianos feitos por George C. Marshall, em 1947, e por Laurie Johnson, em inícios da década de 1990. O primeiro, a partir das demandas do establishment americano frente às vicissitudes da Guerra Fria, e o segundo reclamando a necessidade de retomar os ensinamentos do saber histórico tucidideano para o melhorentendimento das realidades políticas do mundo contemporâneo. Procura-se demonstrar como a…
Ktema es aiei: A "prolixidade do silêncio" tucidideano (século XX)
Les Sophistes
GUTHRIE, W. K. C. Les Sophistes. Tradução do inglês por J. P. Cottereau. Paris: Payot, 1976, 347 pp.(primeiro parágrafo da resenha)No início do capítulo XI — Les Hommes, onde apresenta um resumo biográfico dos principais componentes humanos da sofística (Protágoras, Górgias, Pródicos, Hípias, Antifon, Trasimaco, Críticas, Antístenes, Alcidamas e Licofron) — o autor nos apresenta o princípio ordenador de sua obra: "Au cours des chapitres précédent…
O Egito antigo
Cardoso, Ciro Flammarion. O Egito antigo. São Paulo, Brasiliense, 1982 (Col. "Primeiros Passos") .(primeiro parágrafo do texto)Nos estudos consagrados à história da Antiguidade, talvez possam ser distinguidas duas orientações de análise que se apresentam demarcando os polos extremos e opostos de seu leque. De um lado, uma tradição de inspiração "empirista", preocupada, sobretudo, com a determinação, apuração e narrativa dos "fatos que constituem …
Para bom entendedor meias palavras não bastam
Ájax, Atena e os (des)caminhos da métis
No Ájax de Sófocles, deve-se entender a intervenção de Atena, em que a deusa mobiliza a exposição do herói ensandecido diante de Odisseu, como uma representação, no âmbito de realização divina, do código heróico arcaico que preceitua vilipendiar o inimigo vencido como ato final de triunfo regozijante? A partir da crítica da fundamentação exegética desse entendimento, propõe-se uma interpretação que busca apreciar a trama trágica sofocliana releva…
A areté heróica e a Guerra de Tróia: O melhor dos aqueus (Aquiles, Ájax e Odisseu)
Este artigo propõe uma reconsideração da (in)justiça concernente à atribuição das armas de Aquiles a Odisseu como o melhor dos aqueus, através da apreciação do conceito homerico de areté
A retórica do método (Tucídides I.22 e II.35)
Propõe-se, no presente artigo, entender o "silenciamento metodológico" tucidideano constatado ao longo de sua narrativa reconstituidora dos acontecimentos da Guerra do Peloponeso face à proclamação de princípios firmada em seu Proêmio (I.22), como recurso de argumentação retórica a projetar a fama da excelência historiográfica de seu autor. Para tanto faz-se uma aproximação analítica desse Proêmio com o similar Proêmio do célebre Discuros Fúnebre…
O Espelho de Heróddoto
HARTOG, F. O Espelho de Heróddoto. Tradução de Jacyntho Lins Brandão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999, 481p
Ktema es aiei: A "prolixidade do silêncio" tucidideano (século XX)
Thucydidean Modernities: History between Science and Art
In the period between the nineteenth and mid-twentieth centuries, the work of Thucydides came to be seen as an exemplary way of writing history. Thucydides was seen as a modern, scientific historian. This modern representation of Thucydides crystallized in the nineteenth century in the works of the so-called Germans: Barthold Georg Niebuhr, Eduard Meyer and others. Thucydides' reputation then underwent a kind of historiographical apotheosis, his …
Apologies to Thucydides: “Hume, Hobbes & Cia”
O ensaio pretende investigar as leituras e entendimentos modernos acerca da escrita da história tucidideana que fundamentam a proposta teorizante de Marshall Sahlins de integração de história e cultura, historiografia e antropologia
Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue) avec Thucydide
Parmi les illustres savants dont l’esprit de Machiavel s’imprégnait à la cour des Antiques dans son cabinet de Sant’Andrea de Percussina se distingue la figure de Thucydide. En ce qui concerne les paramètres du dialogue qu’a instauré la réflexion du Florentin avec les savoirs dont disposait l’historien antique, le présent essai entend évaluer les différentes interprétations que les critiques du XX e s. ont mises en œuvre pour en comprendre les te…
Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue) avec Thucydide
Francisco Murari Pires, Machiavel, la cour des Antiques et (le dialogue avec) Thucydide, DHA 34/1, 2008, 59-84. Résumé : Parmi les illustres savants dont l'esprit de Machiavel s'imprégnait à la cour des Antiques dans son cabinet de Sant'Andrea de Percussina se distingue la figure de Thucydide. En ce qui concerne les paramètres du dialogue qu'a instauré la réflexion du Florentin avec les savoirs dont disposait l'historien antique, le présent essai…
O General Marshall em Princeton, Tucídides na Guerra Fria
Este artigo analisa os apelos aos ensinamentos tucididianos feitos por George C. Marshall, em 1947, e por Laurie Johnson, em inícios da década de 1990. O primeiro, a partir das demandas do establishment americano frente às vicissitudes da Guerra Fria, e o segundo reclamando a necessidade de retomar os ensinamentos do saber histórico tucidideano para o melhorentendimento das realidades políticas do mundo contemporâneo. Procura-se demonstrar como a…
La Popelinière et la Clio Thucydideénne: Quelques propositions pour (re)penser un dialogue entre l’idée d’histoire accomplie et le Ktèma es aei
Dans son traité d’Iconologie (1603), Cesare Ripa définit la figure de Clio par la conjugaison de trois éléments iconiques : une couronne de laurier sur la tête, une trompette dans la main droite, et un livre dans la gauche. Pour ce dernier, il précise : le livre est de Thucydide, dont le nom est inscrit sur la couverture. Pour justifier ce privilège onomastique par lequel l’histoire est dignement honorée, il précise tout simplement : parce que Th…
Ombres de Thucydide: La réception de l’historien depuis l’Antiquité jusqu’au début du xxe siècle
Durant toute l’Antiquité, l’historien Thucydide a constitué une référence obligée et un modèle qui a inspiré nombre de continuateurs et d’imitateurs, en milieu grec et à Rome, que ce soit pour sa méthode ou pour les caractéristiques formelles de son œuvre. Cet engouement, qui a perduré jusqu’au Moyen Âge byzantin et ne s’est pas démenti à la Renaissance, redouble à partir du xviiie siècle, au moment où l’histoire se construit comme « science » : …
Maquiavel e tucídides: O(s) Olhar(es) Da História E as Figurações De Historiador
O olhar da história tucidideana volta a plenificação de sua valia para o futuro, quer imediato quer longínquo, por que os homens desta temporalidade a reconheçam no presente de suas ações. Retirado em Sant'Andrea di Percussina, Maquiavel volta o olhar da história para o passado. Pelo circuito dos livros de seu escritório frequenta a Corte dos antigos. Refletindo sobre esse diálogo com os antigos, Maquiavel pondera o alcance do olhar que a históri…
Antigos e modernos, o fardo e o fio
Mithistória do debate persa (Heródoto, III, 80-82)
É predominante a tese de que o debate persa fala grego e diz a realidade histórica da pólis consoante o horizonte mental do lógos helênico. Todavia, o lógos herodoteano suscitou perplexidades que intrigam o melhor entendimento do texto, a denunciar ou indefinições ou ambiguidades ou mesmo inconsistências, que os críticos intentam equacionar por meios de (in)certos desvios analíticos. O presente artigo, considerando que o desenvolvimento narrativo…
Ranke e Niebuhr: A Apoteose Tucidideana
Por Niebuhr mais Ranke, Wihelm Roscher e Eduard Meyer, compondo o quarteto de historiadores do século XIX que Santo Mazarino qualificou de "os Alemães Tucidideanos", a fama de Tucidides, então "idealizado como historiador perfeito", alcançou uma espécie de apoteose, estimando-se sua história como obra extraordinária, singularmente excelsa, inigualável. Por declarações de júbilo entusiasmado quer de Niebuhr quer de Ranke, revive e renova-se por in…
Jean Bodin, o Methodus e a Clio tucidideana: As Figurações Heroicizantes Do Historiador
Apreciando as representações figuradas na ideia de uma Clio Tucidideana por fins do século XVI, propõe-se refletir sobre a associação entre a concepção antiga de herói e a moderna de gênio como parâmetro epistemológico que catalisa a apreciação da excelência da práxis historiográfica. Aborda-se essa reflexão tomando em particular as proposições elaboradas sobre a escrita da História no Metodus de Jean Bodin que juntamente com La Popelinière e Tho…
O Fardo e o Fio
Indagações sobre um método acima de qualquer suspeita
Este ensaio coloca algumas indagações questionando a inconsistência da trama argumentativa porque Carlo Ginzburg concebeu os fundamentos de sua proposição do paradigma indiciário. Um primeiro movimento reflexivo dessa interpelação questionadora intriga a exploração de algumas considerações porque o espectro da bibliografia crítica avaliou a tese de Ginzburg. Consequente a ele, desdobra-se o segundo movimento porque a reflexão crítica toma por foc…
A Clio Tucidideana entre Maquiavel e Hobbes (as figurações heróicas do historiador)
O artigo, tomando por diretriz primeira de sua reflexão a declaração de Césare Ripa que dá Tucídides como nome que emblematiza a escrita da história, e então examinando a correspondente figuração do historiador antigo como paradigma de excelência historiográfica por Jean Bodin, por La Popelinière e por Thomas Hobbes, se propõe identificar na articulação entre a categoria antiga de herói e a moderna de gênio a intriga conceitual porque responde es…
O fardo e o fio: Na Contramão Da Procissão Historiográfica
Este ensaio traz uma reflexão sobre os pressupostos do diálogo "Antigos e Modernos" no horizonte da tradição do pensamento historiográfico. A intriga por que é equacionado esse diálogo que presentifica os aportes dos Antigos na atualidade dos Modernos é evocada pela contraposição entre o "fardo" e o "fio", ambos situados em contraposição à ideia de historia magistra vitae. O "fio", (re)considerado como metáfora de apreensão historiográfica do "fa…
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