Mariana Vogt Michaelsen
Biographic Data
| ID | 878504 |
|---|---|
| NAME | Mariana Vogt Michaelsen |
| GIVEN NAMES | Mariana Vogt |
| FAMILY NAME | Michaelsen |
| SIGNATURE | MICHAELSEN M V |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal de Santa Catarina |
| ORCID | 0000-0001-8389-529X |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 9 |
| TOTAL CITATIONS | 4 |
| AUTHOR COUNT | 9 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2018 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2024 |
| H-INDEX | 1 |
Da verticalidade e da espiral
Aventais Sujos De Ovos E Mãos Cheias De Escrita
Biografemas femininos se inscrevem nas páginas amarelecidas de quatro exemplares do livro de receitas Quitutes da D.a Carolina Porciúncula: arte culinária, de Carolina Marcondes Porciúncula. As receitas culinárias são trocadas entre mulheres e, assim, nomes próprios femininos acompanham os títulos, demonstrando como esse saber é engendrado na coletividade. O retorno à cozinha feito por escritoras contemporâneas permite repensar e revistar os livr…
Viver, para mim, era só a espera de lembrar
Empurrar o céu com as mãos
Da fome à letra
Nos movimentos em um território, que não é campo nem cidade, as narrativas sobre a fome e a falta delineiam percursos registrados em diários: escritas do (mais ou menos) íntimo. O cotidiano, desse modo, registra-se pela busca por comida, mas também pelos momentos compartilhados e de compartilhamento de comida em As mulheres de Tijucopapo (1982), de Marilene Felinto; Autobiografia precoce (1940) e Parque industrial (1933), de Patrícia Galvão; Casa…
Do paladar ao potyguês
Se a língua é fascista, pois obriga a dizer (BARTHES, 2013), há outros modos de usar a língua? A língua, aqui, é a que diz, que fala, mas também é a que saboreia e manifesta. Estamos falando (de) duas línguas e um manifesto contra o apagamento de outras tantas. A língua oficial do Brasil, o português, uma marca colonial que os obriga a dizer assim: em português; a língua do paladar, a que degusta e saboreia os alimentos; e, por fim, o Potyguês ap…
Uma mulher é uma terceira margem
Os silêncios sobre o corpo feminino podem ganhar lugar na poesia. Nela, os fluídos dizem sobre aquilo que escapa ao/do corpo: o sangue, o sêmen, o suor, o choro. Se a poesia é uma forma de se aproximar do indizível do corpo (PRIGENT, 2017), então, através das imagens que a letra coloca no papel proponho uma leitura psicanalítica de alguns poemas do livro A mulher submersa, de Mar Becker. No livro, dividido em quatorze cadernos, o corpo feminino s…
Ela sabia desaparecer com(o) os pedaços de cebola
A cozinha, a princípio um espaço de opressão, pode figurar-se como um campo de possibilidades e de criação. Com base no romance A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, buscamos refletir sobre como as narrativas de vida de mulheres são costuradas por meio da culinária, no vaivém da invisibilidade e da visibilidade. Realizamos um levantamento do universo semântico das imagens alimentares no romance e na trajetória desse espaço cotid…
Como uma garota
Compartilhando da concepção de publicidade como mediadora no processo de constituição de subjetividades, o presente artigo busca refletir sobre as contribuições dos anúncios publicitários de absorventes na manutenção ou deslocamento de estereótipos de gênero. Para tanto, nossa análise está voltada para três campanhas publicitárias produzidas nos últimos cinco anos, cujo repertório difere do modelo tradicional de anúncios de absorventes: Breake th…
Como uma garota
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Empurrar o céu com as mãos
Uma mulher é uma terceira margem
Os silêncios sobre o corpo feminino podem ganhar lugar na poesia. Nela, os fluídos dizem sobre aquilo que escapa ao/do corpo: o sangue, o sêmen, o suor, o choro. Se a poesia é uma forma de se aproximar do indizível do corpo (PRIGENT, 2017), então, através das imagens que a letra coloca no papel proponho uma leitura psicanalítica de alguns poemas do livro A mulher submersa, de Mar Becker. No livro, dividido em quatorze cadernos, o corpo feminino s…
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Compartilhando da concepção de publicidade como mediadora no processo de constituição de subjetividades, o presente artigo busca refletir sobre as contribuições dos anúncios publicitários de absorventes na manutenção ou deslocamento de estereótipos de gênero. Para tanto, nossa análise está voltada para três campanhas publicitárias produzidas nos últimos cinco anos, cujo repertório difere do modelo tradicional de anúncios de absorventes: Breake th…
Ela sabia desaparecer com(o) os pedaços de cebola
A cozinha, a princípio um espaço de opressão, pode figurar-se como um campo de possibilidades e de criação. Com base no romance A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, buscamos refletir sobre como as narrativas de vida de mulheres são costuradas por meio da culinária, no vaivém da invisibilidade e da visibilidade. Realizamos um levantamento do universo semântico das imagens alimentares no romance e na trajetória desse espaço cotid…
Do paladar ao potyguês
Se a língua é fascista, pois obriga a dizer (BARTHES, 2013), há outros modos de usar a língua? A língua, aqui, é a que diz, que fala, mas também é a que saboreia e manifesta. Estamos falando (de) duas línguas e um manifesto contra o apagamento de outras tantas. A língua oficial do Brasil, o português, uma marca colonial que os obriga a dizer assim: em português; a língua do paladar, a que degusta e saboreia os alimentos; e, por fim, o Potyguês ap…
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Viver, para mim, era só a espera de lembrar
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