Do paladar ao potyguês
A transtemporalidade da língua
Bibliographic Data
| ID | 21861387 |
|---|---|
| Authors | Mariana Vogt Michaelsen (0000-0001-8389-529X, Universidade Federal de Santa Catarina), Alessandra Guterres Deifeld (0000-0002-3242-126X, Universidade Federal de Santa Catarina) |
| Year | 2022 |
| Volume | 14 |
| Issue | 34 |
| Pages | 35-57 |
| Publication date | 2022-09-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Palíndromo (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1984-9532 • E-ISSN: 2175-2346 |
| Publisher | Universidade do Estado de Santa Catarina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5965/2175234614342022035 |
| OpenAlex | W4322579818 |
| Language | PT |
Se a língua é fascista, pois obriga a dizer (BARTHES, 2013), há outros modos de usar a língua? A língua, aqui, é a que diz, que fala, mas também é a que saboreia e manifesta. Estamos falando (de) duas línguas e um manifesto contra o apagamento de outras tantas. A língua oficial do Brasil, o português, uma marca colonial que os obriga a dizer assim: em português; a língua do paladar, a que degusta e saboreia os alimentos; e, por fim, o Potyguês apresentado por Juão Nyn (2020) como um manifesto do que é possível criar por entre elas. A vogal cardíaca “y” retoma um som sagrado apagado pela língua oficial ao tempo em que saberes culinários transformados em sabores culinários comunicam memórias e nos reconectam com o tempo dos sonhos. Seja pela retomada de cosmogonias, seja pela evocação da memória, ambas propõem outros modos de (des)fazer a língua. Para esta receita: saberes ancestrais, boca, dentes e som. As mordidas de um passado colonial ecoam em outros modos de fazer e de (sub)verter a língua
Art · Humanities · Manifesto · Political science · Sociology · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Philosophy
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |