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Repercussões no cotidiano de crianças e adolescentes que viveram com hanseníase

Dados Bibliográficos

ID5335124
AutoresMichelle Christini Araújo Vieira (0000-0001-7771-5387, Universidade Federal do Vale do São Francisco), Marli Geralda Teixeira (0000-0003-3318-3408, Universidade Federal da Bahia), Luís Augusto Vasconcelos Da Silva (0000-0003-0742-9902, Universidade Federal da Bahia), Claudelí Mistura (0000-0002-4445-7825, UNIVATES), Sued Sheila Sarmento (0000-0002-2167-8318, Universidade Federal do Vale do São Francisco), Aline Araújo Mascarenhas (0000-0002-7546-6425, Universidade Federal do Vale do São Francisco)
Ano2022
Volume46
Fascículospe6
Páginas124-134
Data de publicação2022-01-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoSaúde em Debate (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 0103-1104 • E-ISSN: 2358-2898
EditoraFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0103-11042022e611
OpenAlexW4323345416
SCIELO_PIDS0103-11042022001000124
IdiomaPT
Referências citadas16

O estudo apresenta como objetivo compreender as repercussões da doença na vida cotidiana de crianças e adolescentes acometidos pela hanseníase. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com base no referencial teórico 'A Sociologia de Erving Goffman'. Foram entrevistados, individualmente, 14 participantes, sendo 9 crianças e 5 adolescentes tratados e curados da hanseníase. Utilizou-se entrevista semiestruturada, abrangendo informações sociodemográficas e questões norteadoras sobre a vivência dos participantes com a doença, aspectos familiares, sociais e percepções advindas da experiência. Os dados foram analisados pela sociologia de Erving Goffman. As narrativas enfatizam as repercussões do cotidiano relacionados com a história da descoberta da hanseníase, as redes de interação como família e profissionais de saúde, dos cuidados com a própria saúde, de estratégias de superação e expectativas. Verificou-se que o elemento predominante da pesquisa se ancora no temor de ser descoberto e desacreditado, na perspectiva de ter sua identidade de sadio ressignificada, pelo adoecimento e perante a vivência dos participantes com o preconceito, sigilo e segredo. Conclui-se, de modo simbólico, que os participantes vivenciaram uma construção de vida social negativa em torno da hanseníase. O adoecimento interfere de modo direto no cotidiano e desenvolvimento dos participantes, repercutindo principalmente nas relações sociais

Humanities · Qualitative research · Social science · Sociology · Leprosy Research and Treatment · Philosophy · Psychology · Social Psychology

  • Princípio da não discriminação e não estigmatização

    Open Access•Magda Levantezi, Helena Eri Shimizu et al.•Revista Bioética•2020

  • Estratégias de controle e vigilância de contatos de hanseníase

    Open Access•Kezia Cristina Batista Dos Santos, Rita Da Graça Carvalhal Frazão Corrêa et al.•Saúde em Debate•2019

  • Tratamento antirretroviral

    Open Access•Maria Fernanda Cruz Coutinho, Gisele O’dwyer et al.•Saúde em Debate•2018

  • Perceptions and experiences of stigma among parents of children with developmental disorders in Ethiopia

    Open Access•Bethlehem Tekola, Mersha Kinfe et al.•Social Science & Medicine•2020

  • Representações do estigma da hanseníase nas mulheres do Vale do Jequitinhonha-MG

    Open Access•Ricardo Jardim Neiva, Márcia Grisotti•Physis Revista de Saúde Coletiva•2019

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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