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Escrita e gramática como tecnologias urbanas

A cidade na história das línguas e das ideias linguísticas

Bibliographic Data

ID11632567
AuthorsCarolina Rodríguez-Alcalá (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author)
Year2011
Volume53
Issue2
Pages197-217
Publication date2011-12-26
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCadernos de Estudos Lingüísticos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0102-5767 • E-ISSN: 2447-0686
PublisherUniversidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR)
DOI10.20396/cel.v53i2.8636988
OpenAlexW2606784072
LanguagePT
Citations received4
References cited4

Este texto propõe relacionar a história da língua e do conhecimento linguístico à história da cidade, através da caracterização de tecnologias como a escrita, a gramática e o dicionário enquanto tecnologias urbanas. Procuramos indicar, de um lado, a coincidência histórica que é possível constatar entre os processos de gramatização e de urbanização, através de um breve percurso por momentos chaves da história de Ocidente: a invenção da escrita, o surgimento da gramática greco-latina na Antiguidade, sua transferência como modelo de descrição para todas as línguas do mundo a partir do Renascimento europeu e a gramatização brasileira do português no século XIX. De outro lado, queremos mostrar que a elaboração e a transferência dessas tecnologias são indissociáveis de um imaginário da escrita e do urbano, inscrito numa memória da permanência — dos sujeitos e das línguas —, que incide nas relações políticas estabelecidas tanto entre as sociedades como no interior das mesmas. A partir da leitura de alguns documentos dos jesuítas, analisaremos de que modo esse imaginário agiu na colonização no Brasil, orientando o trabalho de instrumentação das línguas indígenas e dos novos espaços conquistados pelos portugueses e conformando relações de força particulares com seus habitantes. Assinalaremos, finalmente, como essas relações se projetaram no tempo na nova sociedade constituída, já no contexto da gramatização do português vinculada à consolidação do Estado nacional independente, em que esse imaginário que estruturara num primeiro momento a relação entre europeus e índios passou a afetar a relação entre brasileiros e brasileiros, significados de acordo com sua inscrição no espaço (urbano/não urbano) e o domínio dessas tecnologias (letrados/iletrados)

Linguistics and Discourse Analysis · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies

  • A gramática estadunidense como alteridade para a gramatização brasileira do português no século XIX

    Open Access•José Edicarlos de Aquino•Revista de Estudos da Linguagem•2018

  • A Análise Do Discurso Materialista Face À Materialidade Digital

    Open Access•Juliana Da Silveira, Solange Maria Leda Gallo et al.•Linguagem em (Dis)curso•2025

  • O Lugar De João Henrique De Matos Na História Da Língua Apurinã

    Open Access•Diego Michel Nascimento Bezerra•Linguagem em (Dis)curso•2024

  • Formações imaginárias sobre o médico no Brasil

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  • Langues amérindiennes à la Renaissance

    Open Access•Carolina Rodríguez-Alcalá, José Horta Nunes•Histoire Épistémologie Langage•2008

  • Os sentidos do idioma nacional

    Luiz Francisco Dias•1995

  • The Urban Revolution

    V Gordon Childe•Town Planning Review•1950

  • L'exemple dans les grammaires jésuitiques du guarani

    Carolina Rodríguez-Alcalá•Langages•2007

Citations per year0.5
Citation span2018 - 2025 (8)
Highly citedNo

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