O Projeto Tradutório Exotizante De José De Alencar Em Iracema
Bibliographic Data
| ID | 12640917 |
|---|---|
| Authors | Eduardo Luis Araujo De Oliveira Batista (corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 25 |
| Issue | 1 |
| Pages | 267-282 |
| Publication date | 2022-09-27 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Linguagem & Ensino (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-1928 • E-ISSN: 1983-2400 |
| Publisher | Universidade Federal de Pelotas (PUBLISHER) |
| DOI | 10.15210/rle.v25i1.22065 |
| OpenAlex | W4302007596 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Um dos romances brasileiros mais traduzidos, tendo sido o primeiro a ser publicado em língua inglesa, Iracema (1865), de José de Alencar, guarda em sua própria poética uma proposta tradutória, que pretendemos expor e discutir neste artigo. Em sua proposição de uma obra literária indianista que criasse uma linguagem nacional pela mescla do tupi com o português, Alencar introduziu vocábulos, expressões e metáforas indígenas no texto em português por meio de uma série de procedimentos que encenam uma prática tradutória. Por meio do levantamento desses procedimentos tradutórios, assim como pela leitura dos paratextos da obra, onde o autor apresenta a concepção e o projeto do romance, identificamos a proposta tradutória embutida em Iracema como portadora de uma estratégia de exotização da língua (e, por extensão, da literatura e cultura brasileiras), na qual a língua receptora (o português) se deixa contaminar pela estrutura e vocabulário da língua de origem (o tupi)
| Highly cited | No |
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