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A teoria da justiça de Schopenhauer

Bibliographic Data

ID12868097
AuthorsFrank C Ramos (0000-0002-4757-6280, Universidade Federal do ABC, corresponding author)
Year2012
Volume11
Issue2
Publication date2012-09-29
Open AccessYes
TypeARTICLE
Venueethic@ - An international Journal for Moral Philosophy (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1677-2954 • E-ISSN: 1677-2954
PublisherUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER)
DOI10.5007/1677-2954.2012v11nesp1p173
OpenAlexW2149667941
LanguagePT
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A teoria schopenhaueriana da justiça se estabelece de forma negativa: a noção de injustiça é primitiva e positiva, e a de justiça é secundária e negativa. A injustiça é a invasão no domínio onde se afirma a vontade do outro: uma ação injusta é aquela que consiste na destruição ou ferimento do corpo do outro, ou então na redução das forças desse corpo ao seu próprio serviço. O objetivo da legislação estatal é, assim, apenas evitar a injustiça e não realizar a justiça. O Estado é uma instituição protetora, necessária devido aos ataques múltiplos aos quais o homem é exposto e dos quais ele não pode se defender senão por uma aliança com os outros. Schopenhauer ainda critica a visão daqueles que consideram o Estado como o propósito máximo da existência humana e a condição da liberdade e da moralidade. Trata-se de uma concepção de Estado “ultramínimo” cuja base é um certo pessimismo antropológico, já que “a necessidade do Estado repousa, em última instância, na reconhecida injustiça do gênero humano, sem o que não se teria pensado jamais num Estado” (P II, § 123). O objetivo do presente artigo é investigar as bases e as consequências da teoria da justiça de Schopenhauer e ver como essa visão se sai diante do debate contemporâneo sobre a justiça

Humanities · Political science · Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel · Philosophy · Philosophy and Historical Thought · Schopenhauer and Stefan Zweig

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