O “progresso na consciência da liberdade”
Um aspecto ético da filosofia da história de Hegel
Bibliographic Data
| ID | 12868216 |
|---|---|
| Authors | Konrad Utz (0000-0002-8309-3323, Universidade Federal do Ceará, corresponding author) |
| Year | 2015 |
| Volume | 14 |
| Issue | 1 |
| Pages | 82-82 |
| Publication date | 2015-08-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1677-2954 • E-ISSN: 1677-2954 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/1677-2954.2015v14n1p82 |
| OpenAlex | W2239776753 |
| Language | PT |
A Filosofia da História de Hegel tem caraterísticas que, hoje em dia, parecem pouco aceitáveis. Ela propõe um fim final (Endzweck) da história e uma necessidade em seu desenvolvimento que é dialética racional. Embora essas concepções nem são tão absurdas como podem aparecer para o olhar contemporâneo, o artigo não pretende defender esses dois princípios, mas argumenta que há, atrás deles, um terceiro que vale bem a pena guardar – e que também pode ser sistematicamente resgatado sem apoiar-se nos outros dois. Este é o que podemos chamar o princípio da assimetria ética na história. Mas também podemos usar a fórmula do próprio Hegel que é o “progresso na consciência da liberdade”. Para desenvolver essa ideia, o artigo mostra que a marca fundamental de toda normatividade é o saber de se prático que, na moralidade e eticidade, torna-se reflexivo e auto-determinante. A liberdade no sentido de Hegel é a realização não apenas formal-abstrata deste saber de se – tal como ela é concebida por Kant –, mas sua efetivação concreta em espaço e tempo, na história. Mas como a liberdade, nessa concretização, permanece sempre ligada àquela auto-compreensão normativa que constitui nossa auto-consciência prática, os progressos na concretização histórica da liberdade são normativamente irreversíveis. Justamente nisso há um elemento de objetividade e incondicionalidade. No final seguem algumas indicações como este princípio da assimetria ética na história pode servir como base de uma nova teoria ética que é, ao mesmo tempo, normativa num sentido forte e sensitiva à historicidade, a circunstancialidade e a finitude da existência humana
Epistemology · Hegelianism · Humanities · Critical Theory and Philosophy · Philosophical Thought and Analysis · Philosophy · Political Economy and Marxism
| Highly cited | No |
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