O paradoxo do tratado constitucional europeu
Entre o planejamento e a evolução da Europa comunitária
Bibliographic Data
| ID | 13099009 |
|---|---|
| Authors | Germano Schwartz (0000-0002-1354-8839, corresponding author), Fernando Pedro Meinero (Faculdade da Serra Gaúcha) |
| Year | 2017 |
| Volume | 4 |
| Issue | 2 |
| Pages | 131-131 |
| Publication date | 2017-07-25 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Investigações Constitucionais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2359-5639 • E-ISSN: 2359-5639 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/rinc.v4i2.48093 |
| OpenAlex | W2746565848 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
A introdução da tentativa de um Tratado Constitucional Europeu no sistema do Direito coloca em xeque duas das mais enraizadas instituições jurídicas do Ocidente: as Constituições e os Tratados, já que ambas partem, desde o ponto de vista da doutrina tradicional, de pressupostos conceituais diferenciados. O paradoxo está ligado às condições de evolução e de planificação do sistema social global. Com isso, o presente artigo busca analisar o modo pelo qual os dois modelos de diplomas legais – amplamente utilizados na sociedade global – passaram a receber um sentido diverso em função da co-evolução citada. Para tanto, analisa os dois institutos a partir de um ângulo relacionado à possibilidade de planejamento e de controle da evolução de determinada sociedade, no caso específico a Comunidade Europeia, em que tanto o referendo quanto a aprovação parlamentar demonstraram-se ineficazes para a necessidade de se compreender o sentido de uma nova conformação jurídica. A metodologia utilizada está alicerçada repousa no funcionalismo estrutural de Niklas Luhmann na vertente autopoiética de sua teoria dos sistemas sociais autopoiéticos. Para essa linha, o referendo é, pois, um mecanismo de auto-referência do sistema jurídico. Os resultados vertidos nas urnas europeias mostra esse paradoxo, deixando exposta a dúvida sobre a necessidade de planejamento do espaço comunitário ou a evolução a partir das suas próprias características. Este último conceito é o que explica tal fracasso, diante da complexidade das estruturas de uma sociedade transfronteiriça por excelência como a europeia
Humanities · European Union Policy and Governance · Judicial and Constitutional Studies · Philosophy
| Highly cited | No |
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