Manifestações vampirescas sob insólitos olhares angolanos
Narrativas fantásticas de Ana Paula Tavares e José Eduardo Agualusa
Bibliographic Data
| ID | 15670875 |
|---|---|
| Authors | Flavio García (0000-0002-0711-3548, National Oceanic and Atmospheric Administration, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Volume | 27 |
| Issue | 27 |
| Publication date | 2017-06-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Caderno Seminal (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1806-9142 • E-ISSN: 1806-9142 |
| Publisher | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.12957/cadsem.2017.29172 |
| OpenAlex | W2667763621 |
| Language | PT |
Na “Nota introdutória” a Contos de vampiros, Pedro Sena-Lino, coordenador do volume, observa que “Os contos de vampiros são um tipo de narrativa que se integra no gênero fantástico” e destaca que, “Segundo Tzvetan Todorov, este gênero caracteriza-se por ‘uma hesitação: o leitor tem de integrar o que se passa na realidade ou na ficção’. Ou seja: o leitor, enquanto lê, tem de tomar uma decisão, e nesse espaço de dúvida acontece o fantástico, essa hesitação”. Dentre os autores que compõem a coletânea, encontram-se os angolanos Ana Paula Tavares e José Eduardo Agualusa, que conseguiram instaurar, em seus contos, um clima próprio ao fantástico, onde reina a hesitação, incerteza ou ambiguidade. A narrativa de Ana Paula é toda ela ambientada em África e se nutre de crenças telúricas, permeando o animismo. A narrativa de José Eduardo tem início no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, e migra para Luanda, em Angola, onde se dão as ações nucleares do fantástico, terminando com um diálogo que tensiona passado-presente- futuro, entre África e Brasil, consagrado pela dúvida final, experienciada pelo destinatário intratextual e transmitida ao leitor. O que se observa nessas duas narrativas é, essencialmente, como esses dois escritores africanos, que carregam consigo, por origem de nascimento, a convicção de um quotidiano realismo insólito, mas que vêm sendo ambientados em Portugal ou Brasil, encontram-se encharcados de experiências globalizadas, permitindo-se escrever contos de vampiros na esteira da ficção fantástica, o que, no geral, contrapõe-nos a mais tradicional crítica literária – e cultural, por extensão – africana
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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