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Existe desigualdade socioeconômica na multimorbidade entre adultos brasileiros

Bibliographic Data

ID16780201
AuthorsÂndria Krolow Costa (0000-0003-3052-2742, Universidade Federal de Pelotas), Andréa Dâmaso Bertoldi (0000-0002-4680-3197, Universidade Federal de Pelotas), Andréia Turmina Fontanella (0000-0003-0455-9429, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luiz Roberto Ramos (0000-0003-3143-8315, Associação Paulista de Medicina), Paulo Sérgio Dourado Arrais (0000-0002-4502-8467, Universidade Federal do Ceará), Vera Lucia Luiza (0000-0001-6245-7522, Escola Nacional de Saúde Pública), Sotero Serrate Mengue (0000-0002-3349-8541, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Bruno Pereira Nunes (0000-0002-4496-4122, Universidade Federal de Pelotas)
Year2020
Volume54
Pages138
Publication date2020-12-12
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Saúde Pública (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0034-8910 • E-ISSN: 0034-8910
PublisherUniversidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER)
DOI10.11606/s1518-8787.2020054002569
PMID33331530
OpenAlexW3109294666
LanguagePT
Citations received6
References cited12

OBJETIVO: Avaliar a prevalência de multimorbidade e a associação desta com indicadores socioeconômicos entre adultos brasileiros. MÉTODOS: Estudo transversal que utilizou dados oriundos da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil, realizada entre 2013 e 2014. Multimorbidade foi definida como a coexistência, no mesmo indivíduo, de duas ou mais doenças crônicas, e é mensurada a partir de uma lista de 14 morbidades (autorrelato de diagnóstico médico na vida). Classe econômica e escolaridade foram os indicadores socioeconômicos utilizados, sendo as desigualdades avaliadas pelo Slope Index of Inequality (SII) e pelo Concentration Index (CIX), estratificadas por sexo. RESULTADOS: O estudo considerou 23.329 mil adultos (52,8% de mulheres), com média de idade de 37,9 anos. Hipertensão e colesterol alto foram as condições mais prevalentes. A prevalência de multimorbidade foi de 10,9% (IC95% 10,1–11,7), representando, aproximadamente, 11 milhões de indivíduos no Brasil, sendo 14,5% (IC95% 13,5–15,4) entre mulheres e 6,8% (IC95% 5,9–7,8) entre homens. A ocorrência de multimorbidade foi similar segundo os indicadores socioeconômicos. Nas análises de desigualdade, observou-se diferença absoluta e relativa para homens com maior poder aquisitivo (SII = 3,7; IC95% 0,3–7,0) e maior escolaridade (CIX = 7,1; IC95% 0,9–14,7), respectivamente. CONCLUSÕES: A frequência de adultos brasileiros com multimorbidade é alta, principalmente em termos absolutos. Desigualdades socioeconômicas na multimorbidade foram observadas somente entre homens

Gynecology · Chronic Disease Management Strategies · Health, Nursing, Elderly Care · Medicine · Primary Care and Health Outcomes

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