Traduzindo a Índia
O projeto budista e a escola de tradução chinesa
Bibliographic Data
| ID | 16919967 |
|---|---|
| Authors | Júlio Reis Jatobá (0000-0001-5669-8119, University of Macau, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 45 |
| Issue | Special Issue 1 |
| Pages | 1-20 |
| Publication date | 2025-04-09 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos de Tradução (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-526X • E-ISSN: 2175-7968 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/2175-7968.2025.e105427 |
| OpenAlex | W4409293901 |
| Language | PT |
A história da tradução na China pode ser amplamente dividida em dois momentos cruciais, cada um impulsionado por necessidades distintas: traduzir de fora para dentro e de dentro para fora. Este artigo se concentra no primeiro, especificamente no projeto monumental de tradução do cânone budista, que abrange sutras, vinaya e sastra. O “projeto budista” (Cheung, 2014), um termo usado para descrever a tradução de todo o cânone budista e conhecimento importado da Índia, abrangeu de meados do século II ao início do século XII. Esse esforço sem precedentes influenciou significativamente a formação da “escola de tradução chinesa”. Para entender essa influência, devemos primeiro examinar o contexto histórico das relações Índia-China no século II. Feito isso, o artigo então explorará o desenvolvimento de um discurso sobre a tradução de sutras, destacando as contribuições dos prolíficos tradutores An Shigao, Daoan, Zhi Qian, Paramārtha e Kumārajīva. Por fim, discutiremos o impacto de longo prazo da importação e tradução de filosofias e pensamentos indianos durante o projeto budista. Esse impacto moldou a “escola chinesa de tradução” e desencadeou mudanças na “protopolítica linguística” da China para línguas estrangeiras. Ao analisar esse período transformador na história da tradução chinesa, obtemos a compreensão sobre a profunda influência da troca intercultural no desenvolvimento linguístico e filosófico
Art · Humanities · Japanese History and Culture · Political theory and Gramsci
| Highly cited | No |
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