Nas águas do tempo
Traumas coletivos na transposição do rio São Francisco
Bibliographic Data
| ID | 19355043 |
|---|---|
| Authors | Suely Emilia De Barros Santos (0000-0001-6249-7487, Universidade de Pernambuco), ́clarissa Marques (0000-0003-2567-141X, Universidade de Pernambuco), Giselle Oliveira Santos (0000-0003-3823-1835, Universidade de Pernambuco), Maria da Conceição Florencio Monteiro Bezerra (0009-0001-1592-8587, Universidade de Pernambuco), Renata Pereira Farias (0000-0002-4297-7421, Universidade de Pernambuco) |
| Year | 2025 |
| Volume | 42 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos de Psicologia (Campinas) (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-166X • E-ISSN: 1982-0275 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1982-0275202542e15340pt |
| OpenAlex | W4417330440 |
| SciELO | S0103-166X2025000100204 |
| Language | PT |
| References cited | 9 |
Este artigo tem como objetivo compartilhar a experiência do Programa de Extensão Universitária transVERgente, da Universidade de Pernambuco, que, por meio de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, acompanha comunidades camponesas atravessadas por traumas coletivos decorrentes da implementação do megaempreendimento da transposição do rio São Francisco. A metodologia utilizada trata-se de relatos de experiências a partir de pesquisas extensionistas realizadas no sertão do estado, tecendo uma leitura fenomenológica contracolonial por meio de uma cartografia inspirada na Educação Popular. O texto destaca como resultados a denúncia apresentada ao Ministério Público Federal como caminho para possíveis reparações dos traumas coletivos advindos da invasão da transposição do rio São Francisco nas ruralidades, bem como denuncia que a falta de água, o rompimento do laço com a terra e com os modos coletivos de existir afetam a saúde mental dos moradores das comunidades acompanhadas, produzindo um sofrimento que não se restringe ao desalojamento físico, mas alcança as memórias, os afetos e a confiança nas relações. Na reflexão sobre o trauma psicossocial coletivo e seus desdobramentos, destaca-se que é preciso enxergar os traumas para além da lógica temporal do direito. É chegada a hora de os tribunais superiores se voltarem para os impactos à saúde integral das comunidades afetadas por megaempreendimentos e interpretá-los como danos socioambientais imprescritíveis, tendo em vista que a linha do tempo dos traumas coletivos nem sempre coincide com a de um calendário prescricional
Order (exchange) · Production (economics) · Psychic · Reading (process) · Environmental Sustainability and Education · Hydropower, Displacement, Environmental Impact · Memory, Trauma, and Testimony
| Highly cited | No |
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