Histórias De Luta Convertidas Em Saberes De Resistência Na Constituição De Identidades Quilombolas Em Palmas
Bibliographic Data
| ID | 21430997 |
|---|---|
| Authors | Flávia Azambuja (0000-0001-8674-5342), Luís César Rodrigues Jacinto (Secretaria da Educação), Clara Zeni Camargo Dornelles (0000-0001-6472-7354, Universidade Federal do Pampa) |
| Year | 2021 |
| Issue | 40 |
| Pages | 59-76 |
| Publication date | 2021-09-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Caderno de Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-9576 • E-ISSN: 2358-1409 |
| Publisher | Universidade Federal de Pelotas (PUBLISHER) |
| DOI | 10.15210/cdl.v0i40.20748 |
| OpenAlex | W4400914708 |
| Language | PT |
Este artigo tematiza e discute o que nos ensina a comunidade quilombola de Palmas a partir de narrativas sobre a sua constituição. Assumimos uma abordagem de pesquisa de cunho qualitativo (CHIZOTTI, 2006) e a perspectiva da Linguística Aplicada indisciplinar (MOITA LOPES, 1998, 2008; CAVALCANTI, 1986, 2008). Como percurso metodológico para a geração de dados, utilizamos a pesquisa narrativa, seguindo as orientações de Clandinin e Connelly (2015), Toledo, Soligo e Simas (2014) e Jovchelovitch e Bauer (2015), além de dados documentais para expandir as narrativas dos participantes. Para compreender o contexto da constituição das comunidades quilombolas no país, apoiamo-nos em Moura (2001), Munanga (2001) e Maestri (2001); para o conceito de identidade, identidade cultural e diáspora, em Hall (2003, 2005); Munanga (1994, 2006) e Gomes (2005). Os resultados da pesquisa mostram que as identidades quilombolas estão em construção em meio a conflitos e disputas territoriais narrados em histórias de luta que têm como pano de fundo as políticas públicas de reconhecimento dos quilombos. Ao serem contadas e recontadas, essas narrativas convertem-se em saberes que sustentam a necessidade de auto-reconhecimento e auto-definição, pois o ato de se reconhecer e se determinar quilombola e a organização comunitária são estruturantes da postura de resistência assumida. Ao reconhecerem e renarrarem a luta, os participantes da pesquisa constituem saberes que proporcionam o conhecimento de si, denominados nesta pesquisa de saberes de resistência. Ao narrarem suas trajetórias de luta pela terra, os participantes se reconhecem como quilombolas e nos colocam diante da potente fluidez de identidades forjadas pela (des)invisibilização da história do povo negro
Humanities · Sociology · Philosophy · Rural and Ethnic Education · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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