Melanie Pereira e Tila Chitunda
O documentário autobiográfico potenciado pelas viagens de autodescoberta
Bibliographic Data
| ID | 21765581 |
|---|---|
| Authors | Julia Fernandes Marques (0000-0002-2963-7115), Ana Carolina Dos Santos Pereira (0000-0003-4066-7486), Ana Catarina Santos Pereira |
| Year | 2025 |
| Volume | 19 |
| Issue | 4 |
| Publication date | 2025-12-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Observatorio (OBS (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1646-5954 • E-ISSN: 1646-5954 |
| Publisher | Instituto Universitario de Lisboa (ISCTE-IUL) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.15847/obsobs19420252535 |
| OpenAlex | W7117647901 |
| Language | EN |
No cinema documental, a escrita de si apresenta-se como um estilo de criação no qual as experiências subjetivas do/a realizador/a e a sua maneira de apreender o mundo estão implicadas na narrativa elaborada na obra, de maneira explícita. Diferentemente de outros estilos documentais, nos quais o conteúdo tratado pode ser apresentado sem a presença sensível de um/a narrador/a, na escrita de si, o/a realizador/a é parte integrante da história apresentada, em diálogo ativo com o tema central do filme, ou o próprio tema. Tendo por base a apresentação de situações, memórias e/ou documentos de arquivo, sejam eles escritos, fotográficos ou videográficos, o cinema autobiográfico não oferece ao público um contato direto com os fatos históricos e sociais, mas antes sua leitura e reconstituição a partir de um olhar e de uma vivência singulares. Partindo dos pressupostos supracitados, e considerando o aumento na contemporaneidade de narrativas audiovisuais que se utilizam da escrita de si, destacadamente no cinema de mulheres, o presente artigo reflete sobre dois documentários realizados, respetivamente, por uma realizadora portuguesa e uma brasileira. Os filmes “Aos Meus Pais”, de Melanie Pereira (2018), e “Nome de Batismo – Alice”, de Tila Chitunda (2017), são obras cinematográficas que, para além da escrita de si, utilizam a deslocação como ferramenta para a construção de suas narrativas. Enquanto as cineastas se deslocam no tempo e no espaço, imergem em si mesmas, nas suas constituições e sensibilidades, produzindo um efeito nos filmes que pode ser entendido como espaço-entre tempos, línguas, culturas e territórios, mas, sobretudo, entre realidades. Nas narrativas apresentadas tanto por Melanie Pereira como por Tila Chitunda podemos assim ter contato com um real subjetivo, no qual o conhecimento potencialmente apreensível se traduz na experiência de cada uma das realizadoras perante o mundo e os eventos que as constituem como seres humanos
Movie theater · Corporeality, Perception, and Education · Diverse academic research themes · Qualitative research in health
| Highly cited | No |
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